
A Polícia Civil procura Jaqueline dos Santos Silva, de 27 anos, e Fernando Cardoso Paysan, de 44 anos, investigados por um esquema de estelionato que teria como principais alvos idosos e pessoas consideradas hipervulneráveis na região do Bico do Papagaio.
Contra os dois há mandados de prisão preventiva em aberto, expedidos pela Vara Criminal, de Violência Doméstica e Juizado Especial Criminal de Araguatins. Segundo a Polícia Civil, apesar das diligências já realizadas, eles não foram localizados.
As investigações são conduzidas pela 8ª Delegacia de Polícia de Buriti do Tocantins.
Até o momento, a apuração identificou 22 vítimas e conseguiu rastrear aproximadamente R$ 78,8 mil provenientes de empréstimos que, segundo a investigação, teriam sido contratados mediante fraude.
Entre as vítimas estão pessoas analfabetas ou com pouca familiaridade com serviços bancários e ferramentas eletrônicas.
Confiança das vítimas e uso de biometria
Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas e levá-las até instituições bancárias.
Em alguns casos, o argumento seria de que era necessário fazer recadastramento biométrico, atualização de benefício ou algum outro procedimento administrativo.
Já no banco, as vítimas eram orientadas a utilizar a biometria nos terminais. A suspeita é de que algumas delas não soubessem que, naquele momento, poderiam estar autorizando operações financeiras, como empréstimos e transferências.
Um dos casos apurados envolve um idoso de 81 anos, analfabeto. Conforme a investigação, ele teria sido levado a um posto de atendimento bancário e induzido a realizar uma validação biométrica.
A operação teria resultado na contratação de um empréstimo de aproximadamente R$ 2,8 mil. O dinheiro, segundo a Polícia Civil, acabou direcionado para uma conta posteriormente identificada durante o inquérito.
Polícia rastreou caminho do dinheiro
Com autorização da Justiça para quebra de sigilo bancário, os investigadores passaram a seguir a movimentação dos recursos.
A análise financeira identificou duas contas que teriam sido utilizadas para concentrar dinheiro proveniente das vítimas.
Em uma delas, a Polícia Civil rastreou aproximadamente R$ 44,2 mil. Na outra, foram identificados cerca de R$ 34,5 mil.
A apuração continua com análise de dados bancários e tecnológicos para identificar quem executava cada etapa das fraudes, quem se beneficiava dos valores e se outras pessoas participaram do esquema.
Polícia pede ajuda para localizar investigados
Qualquer informação que possa ajudar na localização de Jaqueline dos Santos Silva e Fernando Cardoso Paysan pode ser repassada à 8ª Delegacia de Polícia de Buriti do Tocantins pelo telefone (63) 3901-7270, que também funciona como WhatsApp.
Denúncias também podem ser feitas pelo 197, da Polícia Civil.
Segundo a corporação, o sigilo das informações é garantido.

