
AraguaÃna chegou nesta quinta-feira (27) ao quarto dia sem transporte coletivo urbano, e o impasse entre a concessionária e a Prefeitura continua sem solução.
De um lado, a AraguaÃna Transportes afirma que a operação entrou em colapso financeiro e que a paralisação ocorreu depois que um dos principais fornecedores suspendeu o abastecimento de diesel por falta de pagamento.
Do outro, a Prefeitura de AraguaÃna sustenta que o subsÃdio mensal de R$ 351 mil está sendo pago normalmente e que ainda analisa o pedido da empresa para elevar esse valor para R$ 591.974,94.
A diferença é de quase R$ 241 mil por mês, o equivalente a um reajuste de aproximadamente 69%.
Enquanto não há acordo sobre os custos do sistema, os ônibus permanecem fora das ruas.
Empresa diz que situação chegou ao limite
Segundo a concessionária, o problema se agravou no dia 21 de agosto, quando um dos principais fornecedores de combustÃvel informou que não manteria o fornecimento diante de débitos acumulados.
A empresa afirma ter avisado a Prefeitura e a Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT) sobre o risco de paralisação.
Três dias depois, na segunda-feira (24), os ônibus deixaram de circular.
A AraguaÃna Transportes sustenta que o valor atual do subsÃdio já não acompanha os custos da operação. Entre os gastos apontados estão diesel, pneus, peças, manutenção e salários.
A concessionária também afirma que o subsÃdio está sem reajuste desde 2024 e que a tarifa paga pelo passageiro não sofre alteração desde março de 2019.
Segundo a empresa, estudos e documentos já foram encaminhados ao MunicÃpio para justificar a revisão do valor.
Prefeitura diz que não há atraso no subsÃdio
A Prefeitura afirma que os R$ 351 mil mensais previstos atualmente estão sendo repassados sem atraso.
O MunicÃpio reconhece que recebeu o pedido de aumento, mas diz que ainda avalia os números apresentados pela concessionária antes de decidir se o reajuste será autorizado.
Segundo a administração, entram nessa análise os custos operacionais, a situação financeira do sistema e a capacidade orçamentária do MunicÃpio.
A Prefeitura afirma que a decisão precisa considerar tanto a continuidade do serviço quanto a responsabilidade no uso de recursos públicos.
Usuários seguem sem solução
No meio da discussão entre concessionária e poder público estão os passageiros.
A paralisação afeta trabalhadores, estudantes, idosos e moradores que dependem do ônibus para se deslocar pela cidade.
Até a tarde desta quinta-feira, não havia previsão oficial de retomada do serviço.
Também não havia, até então, uma solução anunciada para o problema de combustÃvel apontado pela concessionária nem uma decisão da Prefeitura sobre o pedido de aumento do subsÃdio.
O impasse segue aberto: a empresa diz que o valor atual não é suficiente para manter os ônibus em circulação; o MunicÃpio afirma que cumpre o repasse vigente e que precisa analisar tecnicamente o aumento solicitado.
Enquanto isso, AraguaÃna continua sem transporte coletivo.

