
Um jovem de 20 anos é investigado pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de armazenar uma grande quantidade de fotografias e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. Dois endereços ligados a ele foram alvo de buscas nesta quarta-feira (2), em Palmas.
A ação faz parte da terceira etapa da Operação Custos, conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC). Segundo a Polícia Civil, o material investigado envolve vítimas que ainda não foram identificadas.
As suspeitas chegaram à corporação após compartilhamento de informações com a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, dentro da Operação Proteção Integral V, realizada simultaneamente em diferentes pontos do país.
A partir desses dados, os investigadores passaram a apurar onde o conteúdo estaria sendo armazenado e identificaram locais utilizados pelo suspeito.
Com autorização da Justiça, foram cumpridos dois mandados de busca domiciliar na manhã desta quarta-feira.
Dispositivos eletrônicos foram apreendidos
Durante as buscas, os policiais fizeram uma varredura nos imóveis e recolheram equipamentos eletrônicos de uso pessoal e profissional do investigado.
Os dispositivos serão encaminhados para perícia, que deverá verificar o conteúdo armazenado, a origem dos arquivos, eventual compartilhamento e outros elementos que possam contribuir para a investigação.
A Polícia Civil não detalhou, no material divulgado, a quantidade de equipamentos apreendidos nem o volume exato de arquivos que teriam sido identificados até o momento.
Suspeito prestou esclarecimentos
Após as diligências, o jovem se apresentou na sede da Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos, onde prestou esclarecimentos aos investigadores.
Segundo a Polícia Civil, neste momento ele é investigado, em princípio, por conduta prevista no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da aquisição, posse ou armazenamento de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
A apuração ainda prossegue e dependerá, entre outros pontos, do resultado da análise pericial dos equipamentos apreendidos.
Operação integra combate a crimes sexuais no ambiente digital
O nome "Custos" vem do latim e significa "guardião". Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência ao papel da corporação na proteção de crianças e adolescentes também no ambiente virtual.
A operação tem como foco a repressão à violência sexual contra menores praticada ou difundida por meios digitais, especialmente em situações de armazenamento e circulação de arquivos ilícitos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar a extensão do material, possíveis conexões do suspeito com outras pessoas e a origem dos conteúdos encontrados.

