
O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) empossou, nesta terça-feira (15), 15 novos juízes e juízas substitutos. A cerimônia foi realizada na sede da Corte, em Palmas, e marcou a chegada dos aprovados no VI Concurso Público para ingresso na magistratura tocantinense.
Durante a solenidade, os novos magistrados prestaram o compromisso regimental, assinaram os termos de posse e exercício e receberam as togas das mãos de familiares.
Ao receber os novos integrantes do Judiciário, a presidente do TJTO, desembargadora Maysa Vendramini Rosal, afirmou que a atuação dos magistrados deve reunir conhecimento técnico, equilíbrio e capacidade de compreender a realidade das pessoas que recorrem à Justiça.
“A Justiça precisa de conhecimento técnico, equilíbrio e firmeza. Mas precisa também de sensibilidade e humanidade”, afirmou.
Segundo a presidente, processos judiciais não devem ser tratados apenas como números ou documentos, já que cada demanda representa pessoas que procuram no Judiciário uma resposta para seus conflitos.
Juramento e início da carreira
O compromisso dos novos juízes foi conduzido por Gabriela Lopes Cirelli, acompanhada pelos demais empossados.
“Por minha honra e pela Pátria, prometo cumprir com exatidão, dignidade e escrúpulo os deveres inerentes ao cargo de juiz substituto do Poder Judiciário do Estado do Tocantins, cumprindo a Constituição e as leis”, declarou.
Na sequência, os 15 aprovados foram chamados individualmente para assinar os documentos de posse e receber a toga.
Cumpridas as formalidades previstas para o ingresso na carreira, Maysa Vendramini declarou oficialmente os novos juízes e juízas empossados.
Primeiro colocado no concurso, o juiz Lucas Chaves de Andrade Passo discursou em nome do grupo e afirmou que a posse encerra a fase de preparação para as provas e inaugura uma nova responsabilidade profissional.
“A partir de hoje, deixam de existir os candidatos e surgem os magistrados. O conhecimento que acumulamos ao longo desses anos deixa de servir às provas e passa a servir às pessoas. Cada processo que chegar às nossas mãos representará uma vida, uma família, uma liberdade, uma esperança”, disse.
Lucas também afirmou que a toga não deve afastar o magistrado da realidade de quem procura o Poder Judiciário.
Experiência e responsabilidade
Decano do TJTO e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), o desembargador Marco Villas Boas falou sobre a história do Estado e da Justiça do Tocantins e destacou o início de um novo ciclo na magistratura.
“Eu sei que cada um de vocês traz um sonho, tem expectativas e quer comungar conosco dessa jornada, dessa caminhada. É o resgate do sonho de todos nós, os sonhos da primeira hora, que nos alentaram, que nos trouxeram ânimo para seguir a nossa jornada e cumprir a nossa missão”, afirmou.
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho, aconselhou os novos juízes a exercerem a autoridade com equilíbrio e respeito.
“O cargo pode dar autoridade formal, mas respeito é outra coisa. Respeito não se impõe, respeito se conquista. Educação e gentileza geram gentileza”, declarou.
Presidente da Comissão de Seleção e Concurso do TJTO, o desembargador Eurípedes Lamounier lembrou o percurso dos candidatos durante o certame e deu as boas-vindas aos aprovados.
“Hoje, com muita honra, quero desejar a vocês boas-vindas à magistratura tocantinense. Vocês são fruto daquela luta diuturna da comissão do concurso e da banca examinadora”, disse.
O presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Tocantins (Asmeto), juiz Allan Martins Ferreira, também discursou e defendeu que produtividade e rapidez não substituam a análise cuidadosa dos processos.
“Não permitam que a rotina transforme pessoas em números. Sejam produtivos, porque a sociedade tem direito a uma Justiça célere, mas jamais permitam que a velocidade substitua a reflexão. Justiça rápida é importante; Justiça justa é indispensável”, afirmou.
A solenidade reuniu desembargadores, magistrados, representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de integrantes de outras instituições do Sistema de Justiça, autoridades, servidores e familiares dos novos juízes.
Quem são os 15 novos juízes
Os novos magistrados têm entre 28 e 41 anos e chegam à Justiça tocantinense após experiências profissionais em diferentes áreas do Direito e do serviço público. Foram empossados Lucas Chaves de Andrade Passo, primeiro colocado no concurso e ex-analista judiciário do STJ; Gabriela Lopes Cirelli, ex-procuradora jurídica da Câmara de Cambará (PR); João Vitor Ribeiro Barbosa, ex-assessor jurídico do TJGO; Vanessa Cristina Dal Bosco, ex-assessora de desembargador no TJPR; Jáder Melquíades de Araújo, ex-delegado da Polícia Federal; Pedro Henrique Fernandes Barros e João Gabriel Fumian Novis de Souza, que já exerciam a magistratura no Tribunal de Justiça do Amazonas; Israel Andrade Alves, que atuava como delegado da Polícia Civil em Palmas; Paula Carvalho Coutinho e Ivie Sampaio Pires, ambas com atuação anterior na advocacia; Wander Filho Nunes de Resende, natural de Araguaína e advogado com atuação no Tocantins, Pará e São Paulo; Keverson Jannio Alves e Silva, ex-juiz leigo do TJGO; Wiliam Silva Leopoldino Resende, ex-assistente de magistrado no TRT da 3ª Região; Mikael de Oliveira Waiss, ex-analista judiciário do TJMT; e Marco Aurélio Benevenuto Kromberg, que atuava como oficial de Justiça em Rondonópolis (MT).
Entre os empossados, Wander Filho Nunes de Resende é natural de Araguaína. Aos 30 anos, ele é formado em Direito pelo Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos (Unitpac), também em Araguaína, onde concluiu a graduação em 2018. Outro magistrado com trajetória profissional no estado é Israel Andrade Alves, de 39 anos, natural de Belo Horizonte (MG), que antes da aprovação no concurso atuava como delegado da Polícia Civil em Palmas.

