
A suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan impacta diretamente Araguaína, onde mais de 6,6 mil doses do imunizante foram aplicadas nos últimos meses.
A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 8, pelo Ministério da Saúde, após a identificação de 42 episódios de reações adversas consideradas graves em diferentes regiões do país. Entre os casos investigados estão três ocorrências classificadas como graves, incluindo dois óbitos que seguem sob análise das autoridades sanitárias.
Segundo o governo federal, a medida é preventiva e permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Butantan.
Araguaína integrou projeto de vacinação
Araguaína foi uma das cidades selecionadas para receber a estratégia de vacinação com a Butantan-DV, imunizante desenvolvido para prevenção da dengue.
De acordo com a Prefeitura, foram aplicadas 6.600 doses entre os dias 27 de março e 21 de maio de 2026, contemplando pessoas com idade entre 15 e 59 anos.
A cidade integrou uma iniciativa especial do Ministério da Saúde que também alcançou outros municípios da região do Médio Norte Araguaia.
Prefeitura diz que não há relação com casos investigados
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde informou que todas as pessoas vacinadas foram orientadas a procurar uma unidade de saúde caso apresentem qualquer reação após a imunização.
O município ressaltou ainda que não há registros de ocorrências graves associadas às doses aplicadas em Araguaína.
“Em relação aos relatos divulgados pelo Ministério da Saúde sobre casos graves e óbitos registrados em outras cidades do país, a Secretaria esclarece que não há qualquer relação desses casos com as vacinas aplicadas em Araguaína”, informou a Prefeitura.
O que levou à suspensão
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 500 mil doses da vacina já haviam sido aplicadas quando os sistemas de farmacovigilância identificaram 42 episódios com sinais de alerta.
Entre os sintomas observados estão dor abdominal intensa, vômitos persistentes e episódios de sangramento.
Apesar da investigação em andamento, o governo federal reforçou que ainda não existe comprovação de que os casos graves tenham sido causados pela vacina.
“Não há informações suficientes para afirmar que esses óbitos tenham sido provocados pela vacina. Também não existem dados conclusivos para relacionar diretamente o imunizante aos demais casos graves”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Quem já foi vacinado deve ficar atento
O Ministério da Saúde orienta que pessoas que receberam a vacina observem seu estado de saúde pelos 21 dias seguintes à aplicação.
Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Vacina continua sob investigação
A suspensão foi aprovada após discussão entre especialistas do Ministério da Saúde, da Anvisa e de comitês técnicos responsáveis pelo acompanhamento da segurança dos imunizantes utilizados no país.
O governo federal destacou que a medida não invalida os estudos realizados até o momento nem as evidências de proteção já observadas contra os quatro sorotipos da dengue.
As doses distribuídas aos estados e municípios permanecerão armazenadas até a conclusão das análises.
Nota da Prefeitura de Araguaína
A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que todas as pessoas na faixa etária de 15 a 59 anos que receberam a vacina contra a dengue foram orientadas a procurar uma unidade de saúde em caso de suspeita de qualquer reação após a imunização.
A medida faz parte dos protocolos de vigilância em saúde adotados pelo Município, que preveem o monitoramento, a notificação e o acompanhamento de possíveis ocorrências relacionadas à vacinação, garantindo a segurança da população.
Em relação aos relatos divulgados pelo Ministério da Saúde sobre casos graves e óbitos registrados em outras cidades do país, a Secretaria esclarece que não há qualquer relação desses casos com as vacinas aplicadas em Araguaína.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção e segue acompanhando todas as orientações e protocolos.


