Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Policial

Técnica de enfermagem é condenada a mais de 24 anos de prisão por matar empresário em Araguaína

Júri popular reconheceu homicídio, roubo e ocultação de cadáver; irmã da acusada também foi condenada

Foto: Reprodução

A técnica de enfermagem Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, foi condenada a 24 anos e três meses de prisão pelo assassinato do empresário José Paulo Couto, de 75 anos, crime que chocou Araguaína em 2025.

A sentença foi proferida na noite desta terça-feira, 16, após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Araguaína. A sessão começou pela manhã e se estendeu por mais de 13 horas, sendo encerrada por volta das 21h30.

Além de Rejane, a irmã dela, Lindiana Mendes da Silva, também foi condenada. Conforme a decisão, ela recebeu pena de um ano de prisão por participação na ocultação do cadáver.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu em 9 de julho de 2025, na residência da acusada, no setor Parque Sonhos Dourados.

As investigações apontaram que o empresário mantinha auxílio financeiro regular à técnica de enfermagem, pagando despesas como aluguel e contas básicas. Os repasses mensais variavam entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil.

Ainda de acordo com a apuração, um desentendimento teria ocorrido após José Paulo informar que reduziria a ajuda financeira para R$ 600 mensais.

Durante o processo, Rejane admitiu que amarrou o empresário após uma discussão. Em depoimento, afirmou que decidiu matá-lo por receio de que fosse denunciada à polícia.

Conforme os autos, o empresário foi atingido por golpes de faca dentro da residência.

A investigação também concluiu que, após o crime, a acusada se apropriou de bens da vítima, incluindo joias, relógio e telefone celular.

Os autos apontam ainda que ela adulterou a placa do veículo do empresário e providenciou que o carro fosse deixado em outro local para dificultar a identificação do crime.

No dia seguinte ao homicídio, Rejane pediu ajuda da irmã para retirar o corpo da casa.

Segundo as investigações, o cadáver foi enrolado em lençóis e em um carpete, colocado dentro do veículo da vítima e abandonado sob uma ponte sobre um córrego na Avenida Frimar, entre o bairro JK e a TO-222.

O corpo foi localizado após uma denúncia anônima.

A Polícia Civil conseguiu esclarecer o caso em cerca de quatro dias, em uma investigação que teve grande repercussão em Araguaína.

Com a decisão do Tribunal do Júri, Rejane cumprirá pena em regime fechado. Já Lindiana foi condenada pela participação na ocultação do cadáver.