Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Servidores municipais de Araguaína entram em estado de greve contra projeto da Prefeitura que retira direitos da categoria

Servidores municipais de Araguaína entram em estado de greve contra projeto da Prefeitura que retira direitos da categoria
Servidores municipais de Araguaína entram em estado de greve contra projeto da Prefeitura que retira direitos da categoria

Os servidores da Prefeitura de Araguaína declararam estado de greve nesta segunda-feira (16) em protesto contra o projeto de lei complementar nº 048/2024,  de autoria do Executivo Municipal, que propõe mudanças no Estatuto dos Servidores Municipais. O movimento, liderado pelo Sindicato do Fisco Municipal (Sinfar) e pelo Sindicato dos Servidores do Município (Sisepar), exige maior transparência e a realização de debates públicos antes que qualquer alteração no estatuto seja aprovada. A gestão municipal já foi notificada.

Propostas de mudança e impacto

Entre as mudanças previstas no projeto, que tramita na Câmara Municipal, está a redução do adicional por tempo de serviço (quinquênio) de 10% para 5%. Atualmente, o benefício é concedido após cinco anos de trabalho efetivo como forma de valorização dos servidores efetivos. Se aprovado, o adicional quinquenal cairá de 2% ao ano para 1%, impactando diretamente os vencimentos futuros da categoria.

Além disso, o projeto prevê a revogação de direitos como a licença-prêmio e o abono salarial (conversão de 1/3 das férias em pecúnia). Tais medidas têm gerado forte oposição dos sindicatos, que veem as propostas como uma perda significativa para os servidores concursados.

Críticas à falta de diálogo

Os sindicatos criticam a falta de diálogo da gestão municipal com as representações dos servidores. De acordo com os líderes sindicais, o projeto foi elaborado sem qualquer consulta ao funcionalismo público.

Os servidores também questionam o argumento da prefeitura de que as mudanças seriam necessárias para o ?alinhamento com leis federais?. Para eles, a justificativa mascara a tentativa de implementar cortes que prejudicam os servidores, enquanto gastos com contratos temporários e serviços terceirizados continuam elevados.

Reivindicações e resistência

Entre as principais reivindicações dos servidores estão:

?Manutenção do adicional quinquenal em 10%;

?Preservação de direitos como licença-prêmio e abono salarial;

?Maior transparência e debate público antes de qualquer aprovação.

Segundo os servidores, o projeto ainda propõe que, quando cedidos às entidades sindicais, eles  percam a remuneração, o que é visto como uma tentativa de enfraquecer a representatividade da categoria.

?Estamos apenas defendendo o que é justo para os servidores que dedicam suas carreiras ao município. Não aceitaremos perdas de direitos sem luta?, afirmou um representante do Sinfar.

Próximos passos

Com a categoria em estado de greve, os servidores aguardam uma resposta oficial do Executivo e da Câmara Municipal para abrir negociações. O movimento também promete intensificar a mobilização, caso as reivindicações não sejam atendidas.

A reportagem seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.