
A Polícia Civil do Tocantins divulgou nesta quarta-feira, 10, um cartaz de procurada para tentar localizar Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência, que apura supostas irregularidades no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
Segundo a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR), Cláudia é apontada pelas investigações como uma das principais articuladoras dos interesses da organização social contratada para administrar as unidades de saúde da capital e teria papel relevante no suposto esquema investigado.
A mulher teve a prisão preventiva decretada pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas, mas não foi localizada durante as diligências realizadas nesta quarta-feira e passou a ser considerada foragida da Justiça.
A nova fase da operação também resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra investigados ligados à Secretaria Municipal da Saúde. Entre os alvos estão uma gestora da área de planejamento estratégico da pasta e um servidor público que atua no mesmo setor.
As prisões são um desdobramento da Operação Falsa Emergência, deflagrada pela Polícia Civil no último dia 21 de maio para investigar possíveis crimes relacionados ao contrato firmado entre a Prefeitura de Palmas e a organização social responsável pela gestão das UPAs Norte e Sul.
De acordo com a DECOR, após a primeira fase da operação surgiram novos elementos que indicariam tentativas de ocultação de provas, interferência na produção probatória e alinhamento de versões entre investigados.
Com base nessas informações, a autoridade policial representou pelas prisões preventivas, posteriormente autorizadas pela Justiça.
A investigação apura possíveis crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais relacionados ao termo de colaboração firmado para a administração das unidades de pronto atendimento.
O caso ganhou ainda mais repercussão nesta quarta-feira após a prisão da secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, também no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Na terça-feira, 9, o Ministério Público do Tocantins pediu à Justiça a anulação do contrato de aproximadamente R$ 139 milhões firmado para a terceirização das UPAs.
Segundo o MPTO, provas reunidas pela Polícia Civil apontam indícios de direcionamento da contratação, reuniões reservadas e restrições à publicidade dos atos administrativos.
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Cláudia Fernanda Cândido da Silva seja repassada pelos telefones (63) 3901-7202 ou (63) 3901-7203. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
As investigações seguem em andamento para apurar a participação de todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias da contratação que está sob suspeita.


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