Terça-feira, 9 de junho de 2026
Estado

Policial militar é indiciado por acidente que matou estudante de 22 anos em Palmas

Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, morreu após a colisão; inquérito também confirmou que membro encontrado posteriormente pertencia à vítima

Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre o acidente de trânsito que resultou na morte da estudante Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, em Palmas. Ao final do inquérito, o policial militar Nerivaldo Mendes, de 39 anos, foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

O caso foi apurado pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Trânsito (DRCT), que reuniu depoimentos, laudos periciais e análises técnicas para esclarecer a dinâmica da colisão e apontar as responsabilidades pelo ocorrido.

Durante as investigações, policiais civis ouviram testemunhas, analisaram vestígios encontrados no local do acidente e acompanharam a produção dos exames realizados pela Polícia Científica. Segundo a corporação, o conjunto de provas permitiu esclarecer as circunstâncias da ocorrência que provocou a morte da universitária e deixou outra pessoa ferida.

Um dos pontos que geraram maior repercussão após o acidente também foi esclarecido ao longo da investigação. Conforme a Polícia Civil, os exames periciais confirmaram que o membro humano encontrado posteriormente nas proximidades do local da colisão pertencia à estudante, encerrando as dúvidas sobre a origem do material localizado.

De acordo com o inquérito, o motorista permaneceu no local após o acidente, prestou socorro às vítimas e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool.

Responsável pela investigação, o delegado Márcio Giroto destacou que a apuração foi conduzida com base em critérios técnicos e científicos.

“A investigação foi conduzida com base em critérios técnicos e científicos, permitindo o esclarecimento das circunstâncias do fato e a definição das responsabilidades apuradas. A conclusão do inquérito reflete o compromisso da Polícia Civil com a busca da verdade dos fatos e com a adequada aplicação da legislação de trânsito”, afirmou.

Com a conclusão das diligências, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que irão analisar o caso e decidir sobre os próximos encaminhamentos legais.

O indiciamento representa o entendimento da autoridade policial após a conclusão das investigações. Caberá agora ao Ministério Público avaliar o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.