
O incêndio que matou duas pessoas no Setor Lago Azul I, em Araguaína, na tarde de quarta-feira (3), ganhou contornos ainda mais graves após o trabalho pericial no local. A Polícia Militar levanta a hipótese de que o fogo tenha sido criminoso e que a jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, possa ter sido vítima de abuso sexual e homicídio antes da propagação das chamas. As informações são do Capitão Ribeiro, da Polícia Militar.
Indícios levantam hipóteses graves
Segundo o Capitão Ribeiro, durante o trabalho pericial, foi constatado que ambas as vítimas se encontravam sem a parte de baixo das vestes, o que levantou uma série de hipóteses investigativas. Além disso, a perícia identificou que Laiane apresentava uma fratura em um dos membros e estava dentro de um guarda-roupa no momento em que foi localizada.
Os policiais também encontraram no local um recipiente utilizado para acondicionar combustível, o que, segundo o capitão, possivelmente teria contribuído para a propagação do incêndio. A hipótese é reforçada pelo relato de uma testemunha, que afirmou ter ouvido uma forte explosão no momento em que tentava forçar a entrada na residência.
Histórico de Ivano em 2009
O caso também chama atenção pelo histórico de Ivano Vaz Cunha. Em 2009, ele se apresentou voluntariamente à polícia após a morte de sua enteada, Laila Araújo, então com 19 anos, assassinada após ter o corpo incendiado em 17 de novembro daquele ano. Ivano, que tinha 28 anos na época, foi apontado como principal suspeito do crime.
Segundo o Capitão Ribeiro, policiais militares que atenderam a ocorrência desta quarta-feira reconheceram o histórico e levantaram a suspeita de que o mesmo padrão possa ter se repetido 17 anos depois.
Polícia Civil conduz as investigações
O capitão ressaltou que apenas a perícia do IML e a Polícia Civil poderão confirmar ou afastar as hipóteses levantadas, incluindo se houve abuso sexual antes do incêndio e se o fogo foi intencional. Ivano Vaz Cunha também morreu no incêndio, o que torna a investigação ainda mais complexa.
A Polícia Civil conduz as investigações e o RepórterTO acompanha o caso.


