Sexta-feira, 17 de abril de 2026
Policial

PF deflagra operação contra fraudes em contratos públicos e cumpre mandados no Tocantins

Investigação aponta sobrepreço, direcionamento de empresas e possível pagamento a agentes públicos

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), uma operação para investigar suspeitas de irregularidades em contratos públicos, incluindo desvio de recursos e fraudes em processos de contratação. A ação tem alcance nacional e inclui diligências no Tocantins.

Ao todo, são cumpridos 50 mandados judiciais em diferentes estados, em uma atuação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU).

No Tocantins, as medidas integram a chamada Operação Makot Mitzrayim, que apura a contratação de serviços por meio de organizações sociais, com sucessivas terceirizações consideradas suspeitas.

Indícios investigados

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que empresas foram contratadas por valores acima dos praticados no mercado, abrindo margem para possível desvio de dinheiro público.

A investigação também aponta que parte dos recursos pode ter sido destinada ao enriquecimento ilícito de envolvidos e ao pagamento de agentes públicos ligados à fiscalização dos contratos.

Outro ponto sob apuração é a possível manipulação dos processos de contratação, com indícios de direcionamento de empresas e simulação de concorrência, além de ligações entre gestores das organizações sociais e as empresas beneficiadas.

Mandados no estado

Somente no Tocantins, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. As ações também ocorrem em Goiás e no Maranhão.

Nova operação no mesmo dia

Paralelamente, a Polícia Federal também deflagrou a Operação Rio Vermelho, que investiga o uso de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Essa frente apura possíveis irregularidades em contratos relacionados a um hospital de campanha administrado por organização social.

Nesse caso, estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em Brasília, São Paulo e Goiás.

As investigações continuam e devem avançar com a análise do material apreendido.