
O vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, afirmou nesta quinta-feira (16) que a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, agrava a situação do estado. "A crise do Master vai escalar no Tocantins", disse.
A declaração vem após o governo do Tocantins ter firmado contrato de R$ 255 milhões com o BRB para gerir a folha de pagamento de cerca de 85 mil servidores públicos estaduais. O negócio foi fechado com dispensa de licitação, em dezembro de 2024, substituindo o Banco do Brasil.
A prisão
Paulo Henrique Costa foi preso nesta quinta-feira (16) em Brasília, por ordem do ministro do STF André Mendonça, no âmbito da quarta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta envolvendo transações entre o BRB e o Banco Master.
O contrato no Tocantins
Quando o contrato foi assinado, o BRB tinha apenas uma agência no Tocantins, em Palmas. O Banco do Brasil, que foi substituído, operava com 26 agências distribuídas pelo estado.
Segundo Laurez, a transação é "no mínimo polêmica" e precisa ser esclarecida. "Essa transação de Wanderlei com o BRB precisa ser passada a limpo", afirmou o vice-governador.

