Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Policial

Suspeito de matar companheira queimada e simular acidente é preso em Palmas

Suspeito de 46 anos foi localizado em casa no Jardim Aureny III; perícia descartou versão de curto-circuito no ventilador

Foto: Divulgação/PCTO

Bianca Raica Borges da Silva morreu queimada no dia 22 de agosto de 2023, dentro da própria casa, em Palmas. Na noite desta quinta-feira (9), quase dois anos depois, o homem investigado por atear fogo nela foi preso pela Polícia Civil do Tocantins no Jardim Aureny III. Ele tem 46 anos e era companheiro da vítima.

A mentira

Na época do crime, o Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas na residência. O suspeito afirmou que o fogo teria começado por um curto-circuito em um ventilador. Dias depois, ele mesmo procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência e reforçar a versão.

A perícia, no entanto, destruiu a história. Os investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas constataram que não houve curto-circuito no ventilador e encontraram uma garrafa PET contendo álcool no local, substância que pode ter sido usada para provocar o incêndio criminoso.

O filho que viu tudo

O delegado Eduardo Menezes ouviu testemunhas que relataram que o casal discutia intensamente momentos antes do incêndio. Diante da situação, Bianca chegou a pedir que o filho mais velho fosse até a casa para tentar acalmar os ânimos.

Ao chegar, o jovem encontrou os pais em discussão acalorada e ouviu o pai ameaçar a mãe de morte. Ao tentar intervir, também foi ameaçado. Após aparente contenção do conflito, o filho deixou a residência. Minutos depois, presenciou a mãe saindo da casa com o corpo em chamas, pedindo socorro. Segundo as investigações, o suspeito permaneceu no local sem prestar nenhum auxílio à vítima.

A operação e a prisão

A Polícia Civil deflagrou a Operação Ignus para capturar o suspeito, localizado em sua residência no Jardim Aureny III na noite desta quinta-feira. Segundo o delegado Eduardo Menezes, "as provas reunidas ao longo da investigação demonstram que não se tratou de um acidente, mas de um crime grave, praticado com violência e tentativa de ocultação dos fatos."

As investigações seguem em andamento para a conclusão do inquérito policial.

O nome do suspeito não foi divulgado.