Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Policial

Operação da Denarc prende 3, bloqueia R$ 1,7 milhão e mira grupo suspeito de tráfico e lavagem no Tocantins

Polícia Civil cumpriu mandados em Palmas, Porto Nacional, Paraíso e Chapada de Areia; armas, carregadores e máquina de contar dinheiro foram apreendidos

Foto: Foto: João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, uma operação contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Palmas e cidades da região central do estado.

Batizada de Operação Nocaute, a ação foi coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Combate a Narcóticos (Denarc) e resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

As ordens judiciais foram executadas simultaneamente em Palmas, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Chapada de Areia.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,7 milhão em contas bancárias ligadas aos investigados.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam seis armas de fogo, carregadores, uma máquina de contar dinheiro, aparelhos eletrônicos e um veículo avaliado em cerca de R$ 125 mil.

Segundo a Polícia Civil, os materiais encontrados reforçam os indícios de atuação estruturada do grupo criminoso.

O principal alvo da investigação é um homem de 28 anos conhecido pelo apelido de “Maguila”. Conforme a Denarc, ele possui antecedentes relacionados a crimes violentos, porte ilegal de arma e delitos patrimoniais.

De acordo com as investigações, o grupo teria atuação voltada principalmente para o tráfico de crack em Palmas e cidades vizinhas.

A Polícia Civil afirma ainda que o investigado já havia sido denunciado por furto qualificado e também foi apontado em apurações relacionadas a um homicídio ocorrido em 2016.

As investigações também indicam possível ligação do suspeito com organização criminosa envolvida em homicídios e roubos na região de Porto Nacional.

A operação faz parte da Operação Narke 6, coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com apoio da DEIC e da Divisão de Homicídios de Palmas.

Segundo o delegado Alexander Costa, responsável pelo caso, a investigação avançou além do tráfico de drogas e identificou movimentações financeiras suspeitas atribuídas ao grupo.

?? “A investigação permitiu identificar não apenas a atuação dos envolvidos no tráfico de drogas, mas também mecanismos utilizados para ocultar e movimentar recursos oriundos da atividade criminosa”, afirmou.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido durante a operação.