
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta terça-feira, 26, a Operação Fronteira Vermelha, que mira investigados por participação no assassinato de Fernando Ramos de Jesus Vieira, conhecido como “Careca”, executado a tiros no dia 30 de março deste ano, em Palmas.
A ação foi realizada pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) e cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, quatro investigados foram localizados durante a operação: M.R.N., de 33 anos; W.G.F., de 19; F.R.B., de 29; e G.P.C., de 25 anos. Um quinto suspeito segue foragido.
Durante as diligências, os policiais também efetuaram prisões em flagrante. Um dos investigados foi encontrado com arma de fogo e drogas. Outro tentou destruir o aparelho celular no momento da chegada das equipes e deverá responder por embaraço à investigação relacionada à organização criminosa.
De acordo com as investigações, o homicídio aconteceu na residência da vítima, no setor Lago Norte. Os suspeitos teriam chegado ao local em duas motocicletas e se apresentado falsamente como policiais para facilitar a entrada no imóvel.
A Polícia Civil aponta que parte do grupo permaneceu do lado de fora da casa enquanto dois homens entraram no quarto onde Fernando estava e efetuaram diversos disparos.
O laudo pericial identificou que a vítima foi atingida por 18 tiros em diferentes regiões do corpo. Fernando morreu ainda no local em decorrência de choque hemorrágico.
Durante a perícia, foram recolhidos estojos de munições calibres .380 e .40.
Segundo a investigação, o crime teria ligação com disputa entre organizações criminosas. A Polícia Civil afirma que a vítima possuía ligação com uma facção rival e morava em uma área dominada pelo grupo criminoso ao qual os investigados seriam vinculados.
As investigações também apontaram que os suspeitos teriam se reunido antes do crime em um apartamento localizado em um residencial popular, onde o assassinato teria sido planejado.
O delegado Guilherme Coutinho Torres, responsável pelo caso, afirmou que o crime teve planejamento e divisão de tarefas.
?? “Trata-se de uma ação extremamente violenta, praticada com planejamento, divisão de tarefas e uso indevido da falsa identidade policial para facilitar a execução da vítima. A identificação e prisão dos envolvidos representam um passo fundamental para a responsabilização criminal dos autores e para a contenção de conflitos relacionados à atuação de organizações criminosas”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, este é o primeiro homicídio registrado em Palmas dentro do contexto da nova Lei Antifacção, sancionada em 2026 e voltada ao endurecimento das penas relacionadas ao crime organizado.
Os presos permanecem à disposição da Justiça e as investigações continuam para aprofundar a dinâmica do crime e identificar possíveis outros envolvidos.

