
O RepórterTO recebeu uma denúncia sobre a aplicação das provas do concurso público de AraguaÃna, realizada na manhã deste domingo (23), no Colégio Estadual Modelo. Segundo o relato, os gabaritos entregues aos candidatos continham erros nos números de CPF e RG.
A denúncia aponta ainda uma falha mais grave: candidatos que haviam enviado laudo médico de autismo e a documentação exigida para solicitar atendimento especializado teriam permanecido na sala comum, junto com os demais candidatos, visivelmente incomodados, sem receber o tratamento diferenciado a que teriam direito.
Por que isso é grave
Candidatos com Transtorno do Espectro Autista têm direito, previsto na Lei Brasileira de Inclusão e normalmente detalhado no próprio edital do concurso, a condições especiais para realizar a prova, como sala reservada, tempo adicional ou outras adaptações, desde que solicitadas dentro do prazo e com a documentação exigida.
Mais um episódio na sequência de problemas do concurso
Esta é mais uma denúncia relacionada ao concurso público de AraguaÃna, que já havia registrado, no primeiro dia de provas, relatos de divergência no número de alternativas do gabarito e um relato sobre redução do tempo de exame em outra unidade. Uma candidata também obteve, na véspera das provas, uma liminar judicial após o sistema do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro (IDIB) não reconhecer o pagamento da inscrição dela.

