
A servidora pública Elizângela Torres Lima é investigada pelo Ministério Público do Tocantins por suspeita de improbidade administrativa e possível descumprimento de carga horária no Hospital Regional de Xambioá.
A apuração mira a suspeita de que a servidora estaria cursando medicina no Paraguai no mesmo período em que constavam registros de plantões dela na unidade hospitalar.
Segundo informações publicadas no Diário Oficial do Ministério Público desta terça-feira, 24, a investigação também apura se as folhas de ponto teriam sido assinadas por terceiros, o que indicaria possível fraude nos registros de frequência.
O caso é investigado pelo MPTO e envolve dados funcionais da servidora no Hospital Regional de Xambioá, além de informações acadêmicas solicitadas a uma universidade estrangeira.
De acordo com o procedimento, a Universidad Autónoma San Sebastián de San Lorenzo, no Paraguai, confirmou ao Ministério Público que Elizângela foi matriculada no curso de medicina.
A partir dessa confirmação, o MPTO solicitou à instituição de ensino o histórico acadêmico completo da servidora, incluindo horários das aulas e registros de frequência.
O objetivo é cruzar essas informações com os documentos funcionais da servidora no Tocantins.
O Ministério Público também requisitou à Secretaria de Estado da Saúde as folhas de ponto registradas no Hospital Regional de Xambioá no período de janeiro de 2025 a maio de 2026.
Com esses documentos, a investigação pretende verificar se havia compatibilidade entre os horários de aulas no Paraguai e os plantões atribuídos à servidora no hospital.
A suspeita central é que a servidora pudesse estar fora do país ou vinculada a atividades acadêmicas presenciais enquanto, ao mesmo tempo, aparecia formalmente como em serviço na unidade pública de saúde.
Até o momento, não há conclusão definitiva sobre irregularidade. A apuração ainda está em andamento e deve depender da análise dos documentos requisitados pelo Ministério Público.
A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada para informar se já foi notificada, se abriu procedimento interno e quais medidas serão adotadas em relação ao caso.
Até a publicação desta reportagem, não houve resposta.
O contato da defesa da servidora não foi localizado. O espaço segue aberto para manifestação.

