
A Justiça do Tocantins determinou nesta quinta-feira (22) o retorno à prisão de Vitor Gomes Alves de Paula, de 21 anos, acusado de atropelar e matar Maria Alice Guimarães da Silva enquanto dirigia uma BMW, em Araguaína. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Penal.
A decisão restabelece a prisão preventiva, substituindo a prisão domiciliar humanitária que havia sido concedida anteriormente, após a defesa apresentar um diagnóstico de depressão grave.
Perícia oficial descartou “extrema debilidade” e apontou possibilidade de tratamento no sistema prisional
No documento judicial, o magistrado destaca que o laudo pericial oficial concluiu pela ausência de “extrema debilidade” e apontou possibilidade de tratamento no ambiente prisional, sem risco de agravamento do prognóstico.
Com isso, segundo a decisão, deixaram de existir os motivos que fundamentaram a concessão da prisão domiciliar humanitária, levando ao restabelecimento da preventiva.
A decisão também menciona que o acusado havia obtido a domiciliar em razão de alegações sobre saúde mental e a impossibilidade de realização imediata da perícia médica no IML, situação que posteriormente foi suprida pelo exame oficial.
Caso tramita na 1ª Vara Criminal
O acidente ocorreu na manhã de 22 de março de 2025. Maria Alice seguia para o trabalho em uma motocicleta quando foi atingida por trás e morreu no local, segundo o que já foi apurado no processo.
No dia 3 de abril de 2025, Vitor se tornou réu por homicídio qualificado, em ação penal que tramita na 1ª Vara Criminal de Araguaína.
A prisão domiciliar havia sido concedida em setembro de 2025, mas, com a conclusão da perícia oficial, a Justiça entendeu que não persistiam as razões para manter o acusado fora do sistema prisional.

