Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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Morte de biomédica grávida em Araguaína: defesa cobra providências e SSP mantém inquérito sob sigilo

Família de Myllena Ferreira afirma que imagens mostram avanço de parada; Secretaria de Segurança diz que investigação tramita na Polícia Civil

A morte da biomédica e empresária Myllena Ferreira de Amorim, de 27 anos, grávida de seis meses, voltou ao centro do debate público após a defesa da família cobrar providências judiciais e a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) informar que o caso segue sob investigação sigilosa.

Myllena morreu após um grave acidente de trânsito ocorrido na noite de 16 de janeiro de 2026, no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua 11, no Setor Coimbra, em Araguaína. Ela estava no sexto mês de gestação e esperava o primeiro filho, que se chamaria Benício. Socorrida em estado grave ao Hospital Regional de Araguaína, não resistiu durante o atendimento. O bebê também morreu.

De acordo com informações registradas pela Polícia Militar no dia do ocorrido, houve uma colisão lateral entre um automóvel e a motocicleta conduzida por Myllena. Conforme apurado no local, o carro trafegava pela Rua 11 e, ao cruzar a Avenida Brasil, ocorreu o impacto com a motocicleta, que seguia pela via preferencial. A perícia técnica foi acionada para os procedimentos.

A condutora do automóvel foi identificada como Iosnete Pereira de Sousa, de 48 anos. Segundo a PM, ela permaneceu no local, não apresentava lesões aparentes e, conforme verificação da equipe, não apresentava sinais de embriaguez.

Quem era Myllena

 

Biomédica, com pós-graduação em estética avançada, Myllena atuava na área da saúde e beleza e era proprietária de uma clínica em Araguaína. Também mantinha um serviço de venda de alimentos. Nas redes sociais, compartilhava a rotina profissional e a gestação. Segundo familiares, ela estudava, estava construindo a própria casa e deixou sete filhos.

Defesa aponta falhas e cobra medidas

Em nota à imprensa, a advogada Kátia da Silva Machado, representante da família, afirmou que imagens de segurança demonstrariam que a condutora da caminhonete Hilux teria avançado a sinalização de parada, de forma imprudente, provocando a colisão.

A defesa manifestou preocupação com a condução do caso e afirmou que, apesar da gravidade dos fatos, o laudo pericial ainda não teria sido entregue. A advogada também questiona a ausência de medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação da condutora, e afirma que a falta de providências compromete a credibilidade do sistema de justiça e aprofunda a dor da família.

Na nota, a defesa pede atuação célere do Ministério Público e das autoridades competentes, com adoção das medidas judiciais cabíveis para apuração das responsabilidades.

SSP diz que inquérito segue sob sigilo


Também por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins informou que o inquérito que apura o caso está em tramitação na 26ª Delegacia de Polícia Civil de Araguaína e corre sob sigilo, para não comprometer o resultado das investigações. Segundo a SSP, novas informações serão divulgadas em tempo oportuno.

O Ministério Público foi procurado, mas ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. A defesa de Iosnete Pereira de Sousa não foi localizada. O espaço segue aberto para posicionamento.