Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Policial

Mãe e padrasto são condenados em caso de abuso sexual contra criança de 4 anos em Santa Fé do Araguaia

Crime aconteceu na zona rural de Santa Fé do Araguaia; mãe da criança também foi condenada, em outro processo, por não impedir a continuidade da violência

Foto: RepórterTO

Um homem foi condenado a 17 anos e 22 dias de reclusão por violação de vulnerabilidade, abuso após sexualmente da própria enteada, que tinha 4 anos na época dos crimes, na zona rural de Santa Fé do Araguaia, no norte do Tocantins.

Além da pena pelo crime sexual, ele recebeu 1 ano, 2 meses e 29 dias de detenção por lesão corporal .

A sentença foi proferida pela Vara Especializada no Combate à Violência contra a Mulher de Araguaína e determinou que a pena fosse cumprida inicialmente em regime fechado. A prisão preventiva do condenado também foi mantida.

Segundo o processo, o homem praticava atos de natureza sexual contra uma criança, incluindo toques e carícias em partes íntimas.

Caso chegou às autoridades pelo Conselho Tutelar

A violência passou a ser investigada depois que o Conselho Tutelar recebeu informações sobre agressões físicas e abusos sexuais contra uma menina.

Durante a apuração, foram reunidos depoimentos, documentos e um laudo pericial que confirmou as lesões sofridas pela criança.

Nas alegações finais, o Ministério Público do Tocantins sustentou que as provas reunidas eram suficientes para responsabilizar o acusado e pediu a denúncia.

A atuação no processo foi conduzida pelo promotor de Justiça Matheus Eurico Borges Carneiro , em exercício na 11ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

Mãe também foi condenada

A mãe da criança respondeu em outro processo e foi condenada a 8 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão , também em regime inicialmente fechado.

Segundo a Justiça, ela sabia dos abusos praticados pelo então companheiro, mas não tomou as medidas necessárias para proteger a filha e impedir que a violência continuasse.

Nesse caso, a responsabilização ocorreu por omissão , já que os pais e responsáveis ??têm o dever legal de agir para proteger crianças e adolescentes de situações de violência.

Além das penas de prisão, tanto o padrasto quanto a mãe foram condenadas ao pagamento de indenização por danos morais à vítima.

As duas decisões são de primeira instância e ainda podem ser questionadas por meio de recurso.

Estupro de

Pela legislação brasileira, qualquer ato de natureza sexual praticado contra pessoa menor de 14 anos pode configurar estupro de vulnerabilidade. O crime não se restringe à relação sexual e também pode envolver toques, carícias e outros atos libidinosos.

Suspeitas ou casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser comunicados ao Conselho Tutelar, à Polícia, ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário . Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100 .