
A Justiça do Tocantins adiou o julgamento das irmãs Rejane Mendes da Silva e Lindiana Mendes da Silva, acusadas de envolvimento na morte do empresário José Paulo Couto, em Araguaína.
O júri, que estava marcado para esta terça-feira (14), foi remarcado para o dia 16 de junho, às 8h, conforme decisão da 1ª Vara Criminal da comarca.
O adiamento ocorreu após pedido da defesa de uma das rés. Segundo o despacho judicial, o advogado de Rejane Mendes da Silva informou que enfrenta problemas de saúde e apresentou atestado médico que indica a necessidade de afastamento.
Diante da comprovação, o juiz responsável pelo caso deferiu o pedido.
O caso
O crime ocorreu em julho de 2025 e teve início com o desaparecimento do empresário, registrado pela família no dia 9. No dia seguinte, o corpo foi encontrado enrolado em panos, embaixo de uma ponte que liga o setor JK à rodovia TO-222, em Araguaína.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rejane mantinha um relacionamento com a vítima. O crime teria sido motivado por um desentendimento relacionado ao fim da relação e à redução de um auxílio financeiro que, supostamente, era pago pelo empresário.
Segundo o inquérito, após o homicídio, Rejane teria acionado a irmã, Lindiana Mendes da Silva, para ajudar a ocultar o corpo.
O laudo pericial apontou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento. Também foram identificados sinais de violência, como lesões no punho e cortes na região do pescoço.
Situação do processo
Rejane responde por homicídio qualificado, além de outros crimes. Já Lindiana é acusada de participação na ocultação do cadáver.
A Justiça entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para levar as duas ao Tribunal do Júri, onde o caso será analisado por jurados.
Com o adiamento, o julgamento foi redesignado para junho e segue em tramitação na Justiça do Tocantins.

