Sexta-feira, 17 de abril de 2026
Araguaína

Justiça adia júri de irmãs acusadas de matar empresário em Araguaína após pedido da defesa

Julgamento foi remarcado para 16 de junho; advogado alegou problemas de saúde

Foto: Reprodução

A Justiça do Tocantins adiou o julgamento das irmãs Rejane Mendes da Silva e Lindiana Mendes da Silva, acusadas de envolvimento na morte do empresário José Paulo Couto, em Araguaína.

O júri, que estava marcado para esta terça-feira (14), foi remarcado para o dia 16 de junho, às 8h, conforme decisão da 1ª Vara Criminal da comarca.

O adiamento ocorreu após pedido da defesa de uma das rés. Segundo o despacho judicial, o advogado de Rejane Mendes da Silva informou que enfrenta problemas de saúde e apresentou atestado médico que indica a necessidade de afastamento.

Diante da comprovação, o juiz responsável pelo caso deferiu o pedido.

O caso

O crime ocorreu em julho de 2025 e teve início com o desaparecimento do empresário, registrado pela família no dia 9. No dia seguinte, o corpo foi encontrado enrolado em panos, embaixo de uma ponte que liga o setor JK à rodovia TO-222, em Araguaína.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rejane mantinha um relacionamento com a vítima. O crime teria sido motivado por um desentendimento relacionado ao fim da relação e à redução de um auxílio financeiro que, supostamente, era pago pelo empresário.

Segundo o inquérito, após o homicídio, Rejane teria acionado a irmã, Lindiana Mendes da Silva, para ajudar a ocultar o corpo.

O laudo pericial apontou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento. Também foram identificados sinais de violência, como lesões no punho e cortes na região do pescoço.

Situação do processo

Rejane responde por homicídio qualificado, além de outros crimes. Já Lindiana é acusada de participação na ocultação do cadáver.

A Justiça entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para levar as duas ao Tribunal do Júri, onde o caso será analisado por jurados.

Com o adiamento, o julgamento foi redesignado para junho e segue em tramitação na Justiça do Tocantins.