
Araguaína segue em crise sanitária. O mais recente boletim epidemiológico, divulgado na última quinta-feira (9), registra 2.411 casos confirmados de dengue em 2026, outros 1.739 aguardando resultado de exames, quatro mortes confirmadas e dois óbitos ainda em investigação.
O avanço da doença já pressionou o sistema de saúde da cidade ao limite. Nas últimas semanas, o Pronto-Socorro do Hospital Dom Orione, maior hospital privado de Araguaína, chegou a suspender novos atendimentos por mais de 13 horas após atingir o limite de capacidade, e a UPA segue registrando superlotação com relatos diários de filas longas.
A vacinação
Diante desse cenário, a Prefeitura de Araguaína realiza neste sábado (18) o Dia D de vacinação contra a dengue, abrindo a segunda etapa de imunização para a população entre 15 e 59 anos. As vacinas estarão disponíveis nas 20 Unidades Básicas de Saúde ativas na cidade, das 8h às 17h, e a campanha segue até o dia 2 de maio.
O município dispõe de 15 mil doses para esta etapa. Para se vacinar, basta apresentar carteira de vacinação e CPF. Adolescentes devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis.
A vacina
O imunizante utilizado é desenvolvido pelo Instituto Butantan, de dose única, tetraviral e 100% nacional. Segundo a secretária de saúde de Araguaína, Dênia Rodrigues, "esta vacina pode reduzir drasticamente o risco de hospitalizações e formas graves da doença, protegendo contra os quatro sorotipos do vírus de uma só vez."
O combate ao mosquito
Além da vacinação, o município está instalando armadilhas Ovitrampas e Estações Disseminadoras de Larvicida em áreas com maior incidência. As Ovitrampas mapeiam a densidade do mosquito em um raio de até nove quarteirões. Já as EDLs fazem o próprio mosquito transportar o larvicida para outros criadouros, interrompendo o ciclo de desenvolvimento das larvas. Segundo a prefeitura, o produto utilizado é seguro para a população e para os animais.
Fique atento aos sintomas
A orientação do município é que, em casos de suspeita de dengue, o paciente procure imediatamente uma unidade de saúde. Os principais sintomas são febre alta repentina, dor atrás dos olhos e manchas no corpo. Casos mais graves podem apresentar dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos.

