Sábado, 10 de janeiro de 2026
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Conselho Fiscal do IMPAR desmente declaração de Wagner Rodrigues sobre risco de colapso do instituto

Conselho Fiscal do IMPAR desmente declaração de Wagner Rodrigues sobre risco de colapso do instituto
Conselho Fiscal do IMPAR desmente declaração de Wagner Rodrigues sobre risco de colapso do instituto

O Conselho Fiscal do Instituto de Previdência de Araguaína (IMPAR) divulgou um parecer técnico nesta quinta-feira (24) rebatendo declarações do prefeito Wagner Rodrigues (União), que, em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que o órgão poderia entrar em colapso em até cinco anos caso o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da educação não fosse aprovado.

O documento, assinado pelo presidente do Conselho, Gilson Carneiro dos Santos, afirma que a informação transmitida pelo prefeito é incorreta e não reflete a atual situação financeira e atuarial do instituto. O parecer foi aprovado por unanimidade entre os conselheiros.

Situação financeira do instituto

De acordo com o relatório, o IMPAR possui patrimônio líquido de R$ 351.287.254,93 e não apresenta déficit financeiro. O órgão também possui valores a receber de parcelamentos que somam mais de R$ 256 milhões, além de créditos que totalizam R$ 607 milhões, conforme a análise contábil e orçamentária apresentada.

O parecer reforça que ?não há déficit financeiro ou indícios de colapso?, destacando que as informações sobre risco de quebra não encontram respaldo técnico nem contábil.

Correção pública e pedido de esclarecimento

O Conselho Fiscal recomendou à Diretoria Executiva do IMPAR que divulgue o parecer aos servidores ativos e inativos, ?para informar corretamente sobre a real situação financeira do instituto?.

O texto ainda orienta que as informações falsas sejam corrigidas publicamente, para evitar a propagação de interpretações equivocadas sobre a saúde financeira do órgão.

Contexto da polêmica

As declarações do prefeito ocorreram em meio ao impasse com os profissionais da educação municipal, que protestam contra o projeto de reformulação do PCCR enviado à Câmara de Araguaína. No vídeo divulgado, Wagner Rodrigues afirmou que a manutenção das regras atuais levaria o IMPAR ao colapso em até cinco anos, caso a proposta de mudança não fosse aprovada.

A fala gerou reação imediata entre servidores e sindicatos, que cobraram esclarecimentos sobre a base técnica usada na afirmação. O parecer do Conselho Fiscal, divulgado oficialmente no último dia 24, refuta essa alegação e apresenta dados que indicam equilíbrio nas contas do instituto.