
A Polícia Militar prendeu, na manhã desta terça-feira, 3, em Araguaína, Kleidione Rosa de Bezerra, de 33 anos, condenado pelo homicídio do professor e líder sindical Fabriciano Borges Correia, assassinado em 2012. O crime teve grande repercussão à época.
Segundo a PM, o homem vinha sendo abordado em outras ocasiões e apresentava nomes diferentes às equipes policiais. Após o compartilhamento de informações com o setor de inteligência do 2º Batalhão, foi confirmada a verdadeira identidade do suspeito e a existência de um mandado de prisão em aberto.
Nesta terça-feira, durante patrulhamento na Avenida Tiradentes, no bairro São João, uma guarnição localizou o indivíduo e realizou a abordagem. Ainda conforme a corporação, ele voltou a fornecer o nome falso utilizado anteriormente, mas, após a confirmação da qualificação correta e do mandado judicial, recebeu voz de prisão.
Kleidione foi conduzido à Central de Flagrantes de Araguaína e ficará à disposição da Justiça para cumprimento da pena.
O caso
O professor Fabriciano Borges Correia, de 39 anos, foi encontrado morto na manhã de 8 de março de 2012, em sua residência, em Araguaína. Ele foi assassinado por enforcamento e estava com pés e mãos amarrados com fios de energia elétrica.
De acordo com informações da investigação à época, os fios utilizados eram de um ventilador e de uma extensão elétrica da própria casa. Sobre o corpo da vítima havia um envelope amarelo com uma mensagem escrita à mão com a palavra “cagueta”, além de faturas, talonários e outros documentos.
A perícia também recolheu materiais que contribuíram para o andamento das investigações.
Após o crime, a Associação Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual (Giama) divulgou nota informando que não descartava a hipótese de motivação homofóbica.
Quem era Fabriciano
Natural de Floriano, no Piauí, Fabriciano morava sozinho em Araguaína. Professor das redes pública municipal e estadual, era filiado ao Partido dos Trabalhadores e atuava nos movimentos sindicais e LGBT.
Ele dedicou mais de dez anos à defesa dos direitos dos trabalhadores da educação no Tocantins, com atuação no Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado do Tocantins (SINTET) e em conselhos comunitários.
Com a prisão do condenado, o caso volta a ganhar repercussão mais de uma década após o homicídio que marcou a cidade.

