Sábado, 10 de janeiro de 2026
Estado

Governo do Tocantins cria Grupo de Trabalho para planejar transação de créditos de carbono

Governo do Tocantins cria Grupo de Trabalho para planejar transação de créditos de carbono
Governo do Tocantins cria Grupo de Trabalho para planejar transação de créditos de carbono
O grupo será coordenado pela Secretaria de Meio ambiente
O Governo do Tocantins dá mais um passo no processo de transação de seus créditos de carbono com a criação de um Grupo de Trabalho, instituído por meio da Portaria Conjunta Nº 69, publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 24 de junho. O GT tem como objetivo analisar, de forma técnica e jurídica, a construção do instrumento ou mecanismo econômico que vai viabilizar a comercialização de créditos de carbono entre o Governo do Estado, através da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), e as empresas proponentes.
O grupo será coordenado pela Semarh, por sua vez representada pela superintendente de Políticas Públicas Ambientais, Marli Santos, como titular, e Mayra Dias como suplente, sendo composto também por representantes da Secretaria da Fazenda (Sefaz), da Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan), da Secretaria de Parcerias e Investimentos, da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e da Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias (Tocantins Parcerias).
?O Grupo de Trabalho é fundamental para definir tecnicamente como será a estruturação do mecanismo financeiro para transações de créditos jurisdicionais de carbono florestal. O trabalho será intenso nos próximos 30 dias para viabilizar a remuneração do Estado pelo serviço ambiental de clima que ele realizou com as reduções de emissões dos gases de efeito estufa- GEE devido à diminuição de hectares desmatados?, disse Marli Santos, superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh.
A portaria cita o Programa Jurisdicional de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) desenvolvido pelo Tocantins, que desde 2008 tem empenhado esforços para diminuir progressivamente o desmatamento ilegal e a degradação florestal no estado.
A redução gera créditos de carbono que representam o potencial de remuneração financeira do Estado pelo esforço de redução das emissões dos GEE (gases de efeito estufa) por desmatamento e degradação. Só no bioma Cerrado, essa redução pode render ao Estado recursos na ordem de US$ 1,7 bilhão de dólares até 2033, no novo mercado de carbono, segundo dados da Earth Innovation Institute (EII). Em outras palavras, reduzir a degradação ambiental e o desmatamento pode trazer dinheiro para o Tocantins, além de ajudar a diminuir os danos causados pelo aquecimento global.
Visando dar continuidade à concretização dessas transações, a Semarh buscou oportunidades de acesso a financiamentos climáticos do mercado de carbono, mantendo intenso diálogo com órgãos estratégicos.Um exemplo disso é o 1º Seminário Internacional sobre Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono Florestal Jurisdicional, realizado no mês de maio.
Créditos de carbono
Foi a partir das discussões do Protocolo de Kyoto, em 1997, que a utilização do crédito de carbono como um negócio nasceu. Na ocasião, foram estabelecidas metas para os principais países desenvolvidos de redução de emissões de gases de efeito estufa, que são a causa do aquecimento global. Um crédito de carbono é a representação de uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida para a atmosfera, contribuindo para a diminuição do efeito estufa.