
Um homem conhecido como “Satanás”, apontado pela Polícia Militar como suspeito de envolvimento em execuções recentes em Araguaína, foi preso na quinta-feira (8) na Avenida Via Norte, durante a abordagem a uma motocicleta que passava em alta velocidade.
Segundo a PM, uma equipe da Força Tática, que atuava em patrulhamento e ações de inteligência, parou a moto, ocupada por duas pessoas, nas proximidades do Setor Universitário. Na consulta aos sistemas integrados, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela Vara de Execuções Penais de Palmas, contra o passageiro, um homem de 24 anos. A condutora, uma mulher de 22 anos, informou não ter Carteira Nacional de Habilitação.
O que diz a PM sobre o suspeito
O comandante do 2º Batalhão da PM, tenente-coronel Roberto, identificou o preso como Jefferson Henrique, vulgo “Satanás”, e disse que o mandado em aberto é por furto e tráfico de drogas. De acordo com o comandante, uma porção de droga também foi encontrada na abordagem.
Sobre a suspeita ligada às execuções, o oficial afirmou que a inteligência da PM foi mobilizada desde os crimes e que, com informações repassadas pela Polícia Civil, a corporação chegou “ao nome de um dos possíveis autores”. “A gente prendeu hoje um indivíduo suspeito de ter participado de algumas execuções que ocorreram nos últimos dias aqui em nossa cidade”, declarou.
Nem o comunicado nem o comandante detalharam quais crimes seriam atribuídos a ele. O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Plantão, para os procedimentos legais.
O recado do comandante
Na entrevista, o tenente-coronel Roberto aproveitou para falar à criminalidade em Araguaína. “Não adianta você se esconder, não adianta você ficar atrás de muros, achando que nós não vamos te achar. Nós vamos te achar, sim”, afirmou.
Ele disse que, nas últimas prisões, os suspeitos têm se entregado de forma pacífica, e alertou para o que acontece se houver reação. “Se houver qualquer esboço de reação, se houver qualquer revide, a Polícia Militar vai mostrar a força do braço armado do Estado”, declarou. “O recado está dado, obedece quem quer, obedece quem tem juízo”, concluiu.

