
Candidatos do concurso da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), realizado em 2025, pedem a revisão dos critérios de aprovação nas disciplinas básicas e a ampliação do número de convocados. A reivindicação tem como base o princípio da isonomia e ganhou força após a retificação do edital do quadro de músicos, que reduziu a pontuação mínima exigida.
Na ampla concorrência, a nota de corte foi fixada em 48 pontos. Segundo os candidatos, concorrentes que obtiveram pontuação final superior, como 49, 50 e até 60 pontos, foram eliminados por diferença mínima de um ou dois pontos em disciplinas básicas. Para o quadro de músicos, o critério foi flexibilizado após retificação do edital, o que, de acordo com o grupo, reforça o pedido para que a medida também seja aplicada à ampla concorrência.
Outro argumento apresentado pelos candidatos é o déficit de efetivo da corporação, estimado em mais de 5 mil policiais. O número já foi mencionado publicamente pelo deputado estadual Júnior Geo. Diante desse cenário, o grupo defende a quebra da cláusula de barreira e a convocação de mais aprovados.
A proposta inclui a formação de uma turma inicial com cerca de mil candidatos, sem prejuízo aos que já concluíram as etapas do certame. Os candidatos também sugerem a possibilidade de convocação de outras turmas, com até mais mil participantes, conforme a necessidade da administração pública, sem a realização de novo concurso.
O grupo solicita ainda que a banca organizadora amplie a correção das redações e aumente o número de convocados após eventual quebra da cláusula de barreira. Outro pedido é a prorrogação do prazo de validade do concurso por mais dois anos, caso haja necessidade.
Segundo os candidatos, todas as medidas dependem de ato administrativo do governador do Estado e já teriam sido adotadas por outros entes federativos em situações semelhantes.
Até o momento, o Governo do Tocantins e a banca organizadora não se manifestaram oficialmente sobre as reivindicações.

