Terça-feira, 14 de abril de 2026
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Acusadas pela morte do empresário Paulo Couto vão a júri popular nesta terça-feira, em Araguaína

Crime ocorreu em 2025; vítima foi encontrada enrolada em panos e jogada de ponte na cidade

A Justiça do Tocantins marcou para esta terça-feira (14), às 8h, o julgamento de Rejane Mendes da Silva e Lindiana Mendes da Silva , acusadas de envolvimento na morte do empresário José Paulo Couto , de 75 anos, em Araguaína.

As duas serão julgadas pelo Tribunal do Júri da comarca. Rejane responde por homicídio qualificado, furto, adulteração de placa de veículo e ocultação de cadáver, com incidência da Lei de Crimes Hediondos e do Estatuto da Pessoa Idosa. Já Lindiana vai a julgamento pelo crime de ocultação de cadáver.

Segundo a decisão judicial, há prova da materialidade do crime e são feitas declarações suficientes de autoria para que os recursos sejam submetidos a julgamento popular.

Crime e investigação

O empresário foi dado como desaparecido no dia 9 de julho de 2025. No dia seguinte, o corpo foi encontrado enrolado em panos, embaixo de uma ponte que passa pela Avenida Filadélfia e liga o bairro JK à rodovia TO-222.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para retirar o corpo do local.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Rejane manteve um relacionamento com a vítima. O crime teria ocorrido após uma discussão envolvendo o fim da relação e a redução de um auxílio financeiro.

Em depoimento, a acusada confessou o crime e relatou como a ação ocorreu.

"Fui na cozinha, peguei água para ele e vi a faca. Aí falei assim 'tá perdido mesmo pra mim. Vou terminar o que tinha pra fazer', aí matei ele. Eu descobri que matar ele ia desfazer do corpo e ninguém ia ficar sabendo. E ele saindo machucado, tinha a possibilidade de passar na polícia e falar que fui eu"

Segundo a investigação, após o crime, Rejane pediu ajuda à irmã para ocultar o corpo.

Laudo e teias

O laudo pericial relatou que o empresário morreu por asfixia causada por estrangulamento. Também foram identificadas pessoas de agressões, como fratura no punho esquerdo e cortes no pescoço.

Em outro trecho do depoimento, Rejane afirmou que a vítima acreditava que seria libertada.

"Ele pensou que eu fosse libertar ele. 'Corta, minha filha, essas cordas, eu te perdoo'. No lugar de cortar as cordas [com a faca] eu enfiei na garganta dele, calada. Nem falei que ia matá-lo"

Julgamento

O caso será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolorosos contra a vida. A sessão está marcada para a manhã desta terça-feira (14), em Araguaína.

A decisão final caberá aos jurados.