O ex-senador Manoel Alencar Neto, conhecido como Nezinho Alencar, deixou a prisão e passou a cumprir pena em regime domiciliar. O alvará de soltura foi expedido na noite de terça-feira (22) pelo juiz Océlio Nobre da Silva, da 1ª Vara Criminal de Guaraí, com base em critérios humanitários. A medida foi cumprida na manhã desta quinta-feira (23).
Nezinho Alencar, de 76 anos, havia sido preso dias antes para cumprimento definitivo de pena de 9 anos e 4 meses por estupro de vulnerável, após a condenação transitar em julgado.
As condições da prisão domiciliar
Conforme a decisão judicial, o ex-senador deverá cumprir a pena em recolhimento integral na residência, com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e proibição de sair sem autorização judicial, exceto em casos de urgência médica. A decisão também estabelece reavaliação médica a cada 90 dias. Segundo apurado, Nezinho Alencar estaria com saúde debilitada e demandando acompanhamento médico diário.
O crime
Manoel Alencar foi condenado em 2017 por abusar sexualmente de duas crianças, que tinham 6 e 9 anos na época dos crimes, filhas de um caseiro que trabalhava em uma de suas fazendas. O caso veio à tona após o pai das vítimas registrar os abusos em vídeo. As imagens levaram à prisão do ex-senador em janeiro de 2016, durante a Operação Confiar da Polícia Federal.
Meses após a condenação, Nezinho obteve liberdade após pedido aceito pelo desembargador José Moura Filho, do Tribunal de Justiça do Tocantins, e passou anos respondendo pelo crime em liberdade.
Quem é Nezinho Alencar
Ex-suplente de senador pelo Tocantins entre 2005 e 2011, Nezinho chegou a ocupar o cargo de senador entre maio e setembro de 2005 e também foi eleito deputado estadual no estado.
Nota da defesa
"A defesa do Senhor Manoel Alencar Neto exorta a respeitável decisão do Juízo da Execução Criminal de Guaraí que deferiu prisão domiciliar humanitária, uma vez demonstrado que se trata de pessoa idosa com mais de 76 anos de idade e com estado de saúde delicado. Ademais, a defesa segue adotando as medidas judiciais para corrigir essa lamentável injustiça."
Com informações do site Guaraí Notícias

