Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Policial

Empresário é preso por suspeita de sequestrar, torturar e tentar matar homem com tiro na nuca no Tocantins

Vítima foi baleada na nuca, dada como morta e abandonada na zona rural, mas sobreviveu após rastejar até a TO-080; crime aconteceu em maio, segundo a Polícia Civil

Foto: Divulgação/PCTO

Um homem baleado na nuca, dado como morto e abandonado na zona rural de Paraíso do Tocantins sobreviveu depois de rastejar até a beira de uma rodovia, onde foi socorrido. Nesta sexta-feira (31), a Polícia Civil prendeu um empresário apontado como autor do crime, ocorrido em maio, sob suspeita de sequestro, tortura e tentativa de homicídio.

Segundo a Polícia Civil, por meio da Delegacia Regional de Paraíso do Tocantins e da 6ª Divisão Especializada de Investigações Criminais (6ª Deic), o mandado de prisão preventiva foi cumprido no estabelecimento comercial do suspeito, no centro do município. A investigação aponta que ele contou com o auxílio de integrantes de uma organização criminosa para localizar a vítima.

Como o crime aconteceu

De acordo com a investigação, tudo começou depois que a vítima passou a ser suspeita de furtar objetos de uma construção do empresário. Na madrugada de 30 de maio, o suspeito teria arrombado a casa da vítima e, se passando por policial, a sequestrado. O homem foi colocado no próprio veículo e levado até a região do Córrego Cachorra, na zona rural do município.

No local, segundo a polícia, a vítima foi torturada para revelar quem seria outra pessoa envolvida no suposto furto. Em seguida, o suspeito teria efetuado dois disparos, atingindo o homem na nuca e na perna. Acreditando que ele estava morto, os autores foram embora.

A vítima, porém, sobreviveu. Conseguiu rastejar até as margens da rodovia TO-080, onde foi encontrada e socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros.


Investigação continua


Com as provas reunidas, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva. Após a prisão, o empresário foi levado à unidade policial e depois encaminhado a uma unidade penal da região, onde fica à disposição da Justiça.

As investigações continuam para apurar a participação de outras pessoas na ação, entre elas os que ajudaram a localizar a vítima.