
A defesa de Sabrina Feitosa pediu que a Polícia Civil represente pela prisão preventiva do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, pai de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto na segunda-feira (3), em uma casa na região norte de Palmas.
Igor é investigado pela morte do próprio filho. Até a divulgação da manifestação, a Polícia Civil não havia informado se solicitou a prisão preventiva dele à Justiça.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (5), a advogada Stella Bueno afirmou que a medida seria necessária diante da gravidade das informações já conhecidas e que caberá ao Poder Judiciário analisar eventual pedido.
O inquérito tramita sob sigilo. Segundo Stella, a defesa da mãe acompanha as investigações e mantém contato com as autoridades responsáveis pelo caso.
“O inquérito policial que apura a morte de Gustavo tramita sob sigilo absoluto, mas a defesa de Sabrina tem acompanhado de perto o andamento das investigações, mantendo contato com as autoridades competentes e adotando todas as providências necessárias para que os fatos sejam integralmente esclarecidos e os responsáveis sejam rigorosamente responsabilizados”, declarou.
Convivência com o pai seguia decisão judicial
A nota também rebate questionamentos sobre a permanência da criança com o pai. Conforme a advogada, o contato entre os dois não decorria de uma decisão exclusiva de Sabrina, mas de um regime de convivência definido pela Justiça.
“A convivência de Gustavo com o pai não decorria de uma decisão livre ou irresponsável de sua mãe. O regime de convivência paterna havia sido regulamentado judicialmente”, afirmou Stella.
De acordo com a defesa, impedir os encontros poderia ser interpretado como alienação parental e até provocar a reversão da guarda em favor do pai.
O esclarecimento foi divulgado após vir à tona que Sabrina havia denunciado Igor por ameaças em 2023 e obtido uma medida protetiva de urgência contra ele.
A advogada informou que pretende apresentar, em outro momento, mais detalhes sobre o contexto de violência doméstica relatado pela mãe e os acontecimentos anteriores à morte da criança.
“Neste momento, entretanto, todos os esforços estão concentrados no acompanhamento rigoroso da investigação, na busca por justiça para Gustavo e no acolhimento de uma mãe que acaba de perder o filho de forma brutal e irreparável”, declarou.
A defesa também pediu cautela na divulgação do caso e criticou tentativas de responsabilizar Sabrina pela morte do filho antes da conclusão das investigações.
Exame preliminar descartou sinais de afogamento
Gustavo foi encontrado morto na segunda-feira. O pai relatou à Polícia Civil que o menino teria se afogado em uma piscina.
O exame preliminar realizado pelo Instituto Médico Legal, porém, apontou laceração intestinal, hemorragias interna e externa e sinais de violência no corpo. Segundo o diretor do IML, a análise inicial não identificou indícios de afogamento.
As circunstâncias da morte são apuradas pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas. A Polícia Civil ainda não divulgou a conclusão do inquérito nem informou se outras medidas cautelares foram solicitadas.
O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa.
Com informações do Jornal Opção Tocantins.

