Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Estado

Após quase cinco meses de espera, família consegue sepultar pé de jovem morta em acidente na BR-010, em Palmas

Jhenyfer Camilly, de 22 anos, morreu em maio e teve o pé amputado na colisão

Foto: Arquivo Pessoal

Foram quase cinco meses de espera até que a família de Jhenyfer Camilly Alves dos Santos, de 22 anos, conseguisse finalmente sepultar o pé da estudante, amputado durante um acidente de trânsito que tirou sua vida em Palmas. O membro, encontrado dias depois da colisão às margens da BR-010, foi enterrado no dia 8 de outubro, ao lado da jovem.

A confirmação trouxe algum alívio à mãe, Maria Aparecida, que desde maio aguardava uma resposta sobre a identificação do pé encontrado na rodovia.

“Conseguimos. Infelizmente não pudemos enterrar junto [com Jhenyfer], mas ao lado”, disse a mãe.

Jhenyfer morreu no dia 17 de maio, após a motocicleta em que estava com o companheiro se envolver em uma colisão com um carro, no km 3 da BR-010. Com a violência do impacto, a estudante teve o pé amputado.

O membro foi localizado alguns dias depois, a quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente. A partir daí, começou uma espera que se prolongou por mais de quatro meses, enquanto a família aguardava a confirmação oficial de que o pé pertencia à jovem.

Laudo estava pronto, mas família ainda aguardava resposta

A identificação já havia sido concluída em 16 de setembro, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP). A confirmação, no entanto, só foi divulgada pelo órgão no dia 28 daquele mês.

Na ocasião, os familiares afirmaram que ainda não tinham recebido qualquer comunicação sobre o resultado e continuavam esperando uma resposta das autoridades.

Segundo Maria Aparecida, foi somente depois da publicação da reportagem que o Instituto Médico Legal (IML) entrou em contato para orientar a retirada do membro.

O sepultamento ocorreu em 8 de outubro, encerrando uma espera que se arrastava desde a morte da estudante.

Uma vida interrompida aos 22 anos

Jhenyfer cursava Nutrição em uma faculdade de Palmas e trabalhava como vendedora em uma loja de departamentos. Aos 22 anos, fazia planos para o futuro e sonhava em concluir a graduação para ajudar a família.

A mãe recorda a filha como uma jovem carinhosa, dedicada aos irmãos e que vivia uma fase de felicidade.

“Minha filha era meiga, amava os irmãos. Ela falava que iria terminar a faculdade para ajudar a família. Jhenyfer estava no melhor momento da vida dela. Estava alegre, sorridente, cheia de vida”, contou Maria Aparecida.

O cunhado da estudante, Sandro Lima, também guarda lembranças do jeito alegre de Jhenyfer.

“Era uma menina alegre. Estava sempre sorrindo”, recordou.

Aos familiares, restaram as lembranças da jovem que sonhava com o diploma de Nutrição e um futuro ao lado das pessoas que amava. Depois de meses aguardando a identificação de parte de seu corpo, a família conseguiu realizar o sepultamento e encerrar mais uma etapa da despedida.

Com informações do G1