
Um adolescente de 13 anos foi apreendido na manhã deste domingo (19) suspeito de atacar o padrasto a golpes de barra de ferro dentro de casa, no setor Ana Maria, em Araguaína. A vítima foi encontrada pelos policiais em estado grave, com ferimentos na cabeça e no rosto, e segue internada no Hospital Regional de Araguaína (HRA), segundo a Polícia Militar.
Equipes de radiopatrulha do 2º Batalhão da PM foram acionadas para atender uma possível tentativa de homicídio na região. A informação inicial era de que o crime teria sido cometido com arma branca, mas, ao chegar ao endereço, os policiais verificaram que o homem havia sido atingido por uma barra de ferro, semelhante a um pé de cabra. A vítima estava sobre uma cama, com sangramento intenso, de acordo com o capitão Ribeiro, da Polícia Militar.
Ainda segundo o oficial, o suspeito recebeu diversos golpes na região da face e da cabeça. Logo após o socorro, os policiais levantaram o paradeiro do adolescente e o localizaram nas proximidades da casa. Ele é enteado da vítima.
Imagens no celular teriam motivado o ataque
De acordo com o capitão Ribeiro, o adolescente teria encontrado, na noite anterior ao crime, vídeos no celular do padrasto com imagens íntimas da filha do próprio homem, que não tem parentesco com o menino. Ainda conforme o relato colhido pela PM, o adolescente teria agido tomado pela raiva ao ver o conteúdo e usado a barra de ferro para golpear o padrasto.
A filha da vítima foi ouvida como testemunha e levada à Central de Flagrantes de Araguaína para prestar esclarecimentos. A reportagem não divulga qualquer informação que possa identificar os envolvidos, por se tratar de caso com menores de idade.
Caso está com a Polícia Civil
O adolescente e as demais partes foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde o delegado plantonista adotará as medidas cabíveis. Segundo o capitão Ribeiro, o menino confessou o ataque aos policiais.
Por ter 13 anos, o adolescente não responde criminalmente. O caso é tratado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e as medidas aplicáveis serão definidas pela Justiça da Infância e Juventude.
Caberá à Polícia Civil apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo a existência do material que, segundo o relato repassado à PM, estaria armazenado no celular da vítima. Até a publicação desta reportagem, o homem seguia internado no HRA em estado grave e não havia manifestação de defesa das partes envolvidas. O espaço segue aberto.

