Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Policial

Adolescente de 13 anos ataca padrasto com barra de ferro após ver imagens íntimas da filha da vítima no celular, diz PM

Caso aconteceu na manhã deste domingo (19) no setor Ana Maria, em Araguaína; homem segue internado em estado grave no HRA e menino foi apreendido

Foto: RepórterTO

Um adolescente de 13 anos foi apreendido na manhã deste domingo (19) suspeito de atacar o padrasto a golpes de barra de ferro dentro de casa, no setor Ana Maria, em Araguaína. A vítima foi encontrada pelos policiais em estado grave, com ferimentos na cabeça e no rosto, e segue internada no Hospital Regional de Araguaína (HRA), segundo a Polícia Militar.

Equipes de radiopatrulha do 2º Batalhão da PM foram acionadas para atender uma possível tentativa de homicídio na região. A informação inicial era de que o crime teria sido cometido com arma branca, mas, ao chegar ao endereço, os policiais verificaram que o homem havia sido atingido por uma barra de ferro, semelhante a um pé de cabra. A vítima estava sobre uma cama, com sangramento intenso, de acordo com o capitão Ribeiro, da Polícia Militar.

Ainda segundo o oficial, o suspeito recebeu diversos golpes na região da face e da cabeça. Logo após o socorro, os policiais levantaram o paradeiro do adolescente e o localizaram nas proximidades da casa. Ele é enteado da vítima.

Imagens no celular teriam motivado o ataque

De acordo com o capitão Ribeiro, o adolescente teria encontrado, na noite anterior ao crime, vídeos no celular do padrasto com imagens íntimas da filha do próprio homem, que não tem parentesco com o menino. Ainda conforme o relato colhido pela PM, o adolescente teria agido tomado pela raiva ao ver o conteúdo e usado a barra de ferro para golpear o padrasto.

A filha da vítima foi ouvida como testemunha e  levada à Central de Flagrantes de Araguaína para prestar esclarecimentos. A reportagem não divulga qualquer informação que possa identificar os envolvidos, por se tratar de caso com menores de idade.

 Caso está com a Polícia Civil

O adolescente e as demais partes foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde o delegado plantonista adotará as medidas cabíveis. Segundo o capitão Ribeiro, o menino confessou o ataque aos policiais.

Por ter 13 anos, o adolescente não responde criminalmente. O caso é tratado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e as medidas aplicáveis serão definidas pela Justiça da Infância e Juventude.

Caberá à Polícia Civil apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo a existência do material que, segundo o relato repassado à PM, estaria armazenado no celular da vítima. Até a publicação desta reportagem, o homem seguia internado no HRA em estado grave e não havia manifestação de defesa das partes envolvidas. O espaço segue aberto.