Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
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Vítima relata ?gosto estranho que ficava na boca? após tomar suposto chá com sêmen entregue por professor de canto preso

Vítima relata ?gosto estranho que ficava na boca? após tomar suposto chá com sêmen entregue por professor de canto preso
Vítima relata ?gosto estranho que ficava na boca? após tomar suposto chá com sêmen entregue por professor de canto preso

Uma jovem de 20 anos relatou à Polícia Civil que o professor de canto Hallan Richard Morais, de 26 anos, insistia para filmá-la enquanto bebia uma bebida que ele apresentava como um ?chá para melhorar as cordas vocais?. O depoimento foi dado após a prisão do suspeito, ocorrida na última sexta-feira (25), e integra as investigações que apuram tentativa de violação sexual mediante fraude.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima conheceu Hallan Richard na igreja que frequenta e passou a ter aulas individuais de canto a convite do professor, que elogiou sua voz. Ao todo, ela participou de seis aulas. Desde a primeira sessão, o suspeito sugeriu o consumo da bebida, alegando que teria propriedades para aprimorar o desempenho vocal.

A jovem relatou que, inicialmente, o líquido oferecido tinha cor amarelada, consistência fina e sabor suave, ?parecendo uma infusão de ervas?. Entretanto, nas últimas aulas, a aparência da bebida mudou, passando a apresentar cor branca, textura espessa e um gosto forte que ?ficava na boca e demorava a sair?, conforme descreveu em depoimento.

Durante as aulas, Hallan Richard teria insistido para gravar o momento em que a vítima bebia o líquido, tentativa que foi recusada por ela em todas as ocasiões. A jovem afirmou que, por confiar no professor, acabou ingerindo a bebida, mesmo estranhando suas características.

Após tomar conhecimento da repercussão do caso e identificar semelhanças entre seu relato e de outras vítimas, a jovem procurou a Central de Atendimento à Mulher 24h, em Palmas, durante a madrugada de domingo (27). À polícia, ela disse acreditar que o líquido pudesse conter sêmen.

O professor Hallan Richard Morais teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele também é investigado por suspeita de estupro de vulnerável. Durante as apurações, um HD externo contendo vídeos de alunas ingerindo a bebida e outros materiais, incluindo pornografia envolvendo mulheres e crianças, foi entregue à Polícia Civil pelo irmão do suspeito. O material foi apreendido para análise.

Nas redes sociais, Hallan Richard publicava vídeos tocando instrumentos musicais e participando de atividades em igrejas. A Defensoria Pública está responsável por sua defesa até eventual constituição de advogado particular.

A investigação segue em andamento para identificar outras possíveis vítimas.

Com informações do G1*