
Vicentinho Júnior tem 52,5% das intenções de voto para o Governo do Tocantins, contra 40,4% da Professora Dorinha. Os números são de pesquisa da Paraná Pesquisas contratada pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto). A diferença entre os dois é de 12,1 pontos percentuais, bem acima da margem de erro, de 2,5 pontos para mais ou para menos.
O dado é do cenário estimulado, quando o entrevistador apresenta ao eleitor os nomes dos candidatos. Outros 4,1% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum deles, e 3% não souberam ou não quiseram responder.
Considerando apenas os votos válidos, Vicentinho soma 56,5% e Dorinha, 43,5%. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, como faz a Justiça Eleitoral na contagem oficial.
No cenário espontâneo, o eleitor diz em quem pretende votar sem ver a lista de candidatos. Também nesse formato Vicentinho aparece na frente, com 44,8% contra 36,1% de Dorinha. Outros 14,7% não souberam responder e 4,5% disseram que não votariam em ninguém, em branco ou nulo.
Mudança em relação à rodada anterior do instituto
O resultado inverte o quadro do levantamento anterior da própria Paraná Pesquisas, também feito em outubro. Naquela rodada, Dorinha aparecia na frente, com 48,5% contra 43,3% de Vicentinho. De uma pesquisa para a outra, Vicentinho subiu 9,2 pontos e Dorinha caiu 8,1.
Entre junho e agosto, a série do instituto mostrou disputa equilibrada, com diferença de no máximo 2,8 pontos entre os dois:
- em junho, Vicentinho tinha 44,1% e Dorinha, 42,5%;
- em julho, o placar era de 45% a 42,2%;
- em agosto, de 44,9% a 44,4%.
Em setembro, Dorinha passou à frente nos levantamentos da Paraná Pesquisas, com 46,8% contra 42,3%, e manteve a liderança na primeira rodada de outubro.
No mesmo período, a parcela de eleitores que pretende votar em branco, nulo ou em nenhum candidato caiu para menos da metade: de 8,5% em junho para 4,1% agora.
Rejeição é maior para Dorinha
A pesquisa também mediu o potencial de voto de cada candidato. Dorinha é rejeitada por 43,5% dos eleitores, que afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. A rejeição de Vicentinho é de 34,8%.
Vicentinho também tem mais eleitores decididos: 45,3% dizem que votariam nele com certeza, contra 30,5% que afirmam o mesmo sobre Dorinha. Outros 18,7% admitem que poderiam votar em Vicentinho, e 24,7%, em Dorinha. Somadas as duas respostas, o potencial de voto de Vicentinho chega a 64% e o de Dorinha, a 55,2%.
Os dois candidatos são amplamente conhecidos: apenas 0,5% dos entrevistados disseram não conhecer cada um deles o suficiente para opinar.
Vantagem em todos os grupos
Vicentinho lidera em todos os grupos de eleitores pesquisados, separados por sexo, idade, escolaridade e situação de trabalho. Suas maiores vantagens estão:
- entre os homens, com 55,9% contra 37,7%;
- entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 55,6% contra 36%;
- entre quem estudou até o ensino médio, com 55,3% a 37%.
A disputa é mais apertada entre as mulheres, grupo em que Vicentinho tem 49,2% e Dorinha, 43%. Também é apertada entre os eleitores de 25 a 34 anos, com 49,8% a 42,9%, e entre quem tem ensino superior, com 50% a 42,9%.
O desempenho de Dorinha cai à medida que aumenta a idade do eleitor. Ela tem 43% entre os jovens de 16 a 24 anos e 36% entre quem tem 60 anos ou mais. Entre os eleitores que trabalham ou procuram emprego, Vicentinho tem 53,4% contra 40,6%.
A rejeição a Dorinha chega a 49,7% entre os eleitores com 60 anos ou mais e a 46,8% entre os homens. A de Vicentinho é mais alta entre os jovens de 16 a 24 anos (37,9%) e entre as mulheres (37,5%).
Como a pesquisa foi feita
A Paraná Pesquisas ouviu 1.500 eleitores do Tocantins entre os dias 14 e 17 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número TO-09349/2026.

