Quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Estado

Justiça nega prisão domiciliar para Kathellen Moreira, madrasta do pequeno Gustavo

Kathellen segue presa preventivamente na Cadeia Feminina de Palmas; decisão do juiz Cledson Nunes registra que ela viu a criança "com movimento dos olhos" na manhã seguinte ao crime

Foto: Divulgação

O juiz Cledson Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Kathellen Moreira, madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morto no início de agosto em Palmas. A informação é da TV Anhanguera, que teve acesso à decisão, de dez páginas.

Kathellen está presa preventivamente desde a primeira semana de agosto, na Cadeia Feminina de Palmas, junto com o marido, o advogado Igor Veloso, pai da criança. Os dois são investigados pela morte do menino, que foi encontrado morto com hematomas e sinais de violência, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).

O que diz a decisão

Na decisão, o juiz afirma que os elementos reunidos até o momento indicam que Kathellen permaneceu no imóvel durante o período relevante da investigação, teve contato com a criança antes e depois do momento em que, segundo a apuração, teriam ocorrido as agressões, e declarou ter visto Gustavo na manhã seguinte, aparentemente ainda apresentando movimento dos olhos.

"A autoridade policial investiga, inclusive, se sua participação se limitou à omissão penalmente relevante ou se houve atuação comissiva, hipótese ainda não esclarecida", registrou o magistrado.

Pedido de prisão domiciliar negado

A defesa de Kathellen argumentou que ela é mãe de um bebê de 5 meses e está amamentando, pedindo por isso a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Segundo a decisão, apesar desse argumento, a gravidade dos fatos investigados impede, neste momento, que ela seja colocada em prisão domiciliar.

Com informações da TV Anhanguera