
A Polícia Militar de Araguaína prendeu três suspeitos de integrar um grupo responsável por pelo menos quatro roubos na cidade nas últimas duas semanas. A ação desta quarta-feira (1º) terminou com um cerco tático no Bairro São João, a libertação de um jovem mantido em cárcere privado e a apreensão da motocicleta usada nos crimes.
A série de roubos
Segundo o tenente-coronel Roberto, comandante do 2º BPM, o grupo praticou uma sequência de quatro roubos em Araguaína, incluindo uma loja de eletrônicos e celulares na Avenida Prefeito João de Souza Lima e um depósito de gás no Jardim dos Ipês. De acordo com o oficial, a divulgação de imagens do circuito interno de uma das lojas assaltadas fez com que os suspeitos recuassem temporariamente, dificultando a localização. Dias depois, o grupo voltou a agir.
O crime desta quarta-feira
Segundo a PM, dois homens armados entraram em uma loja de eletrônicos no Bairro São João fingindo interesse em uma compra, renderam o proprietário e levaram um iPhone 17 Pro Max, dois celulares Motorola, duas alianças de ouro e cerca de R$ 800 em dinheiro. Durante a fuga de moto, a dupla colidiu com um veículo. Um dos suspeitos caiu e invadiu uma serralheria próxima, onde manteve um jovem em cárcere privado, ameaçando matá-lo para conseguir contato com o comparsa. Uma testemunha acionou a PM pelo 190.
Cerco, prisões e ponto de apoio
As equipes cercaram o quarteirão e localizaram o suspeito escondido entre estruturas metálicas na serralheria, portando um simulacro de arma de fogo. Ele indicou o endereço do ponto de apoio do grupo no Setor Vila Norte. No local, os policiais prenderam mais dois suspeitos, de 18 e 19 anos, e apreenderam a motocicleta usada nos crimes, uma Honda CG 160 Start com fitas adesivas adulterando a identificação, além de drogas e materiais para embalagem de entorpecentes. O iPhone foi rastreado e recuperado no quintal de uma casa vizinha à rota de fuga. Além dos três presos, os policiais conduziram para esclarecimentos um motorista que transportava duas mulheres até o local, também suspeitas de envolvimento com o grupo.
Declaração do comandante
"Desde o primeiro roubo, nós nunca paramos de trabalhar, nunca paramos de diligenciar no sentido de localizar esses meliantes. Depois de alguns dias, eles se sentiram confortáveis novamente e começaram a praticar roubos. Hoje conseguimos fazer uma intervenção, um cerco", afirmou o tenente-coronel Roberto, comandante do 2º BPM.
O oficial destacou ainda que os presos serão apresentados à Delegacia de Roubos e poderão ser enquadrados no artigo 288 do Código Penal, que trata de associação criminosa, ou na Lei 12.850/2013, que define organização criminosa, cujas penas são mais graves e a progressão de regime mais dificultada. A tipificação final ficará a cargo da autoridade policial.

