
A senadora Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao Governo do Tocantins no segundo turno, demorou a assumir o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A entrevista foi concedida à jornalista Jocyelma Santana no JA2, da TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no Tocantins, na noite desta quinta-feira (15). Na primeira resposta, Dorinha atribuiu a decisão ao partido e disse apenas ter “recebido” o apoio do presidenciável.
Neutralidade no primeiro turno
A jornalista lembrou que, na entrevista concedida à emissora no primeiro turno, Dorinha não havia declarado posição na disputa presidencial. Logo no dia seguinte à votação, ela apareceu ao lado de Flávio Bolsonaro. A pergunta foi direta: o que fez a candidata mudar de posição?
Dorinha justificou a mudança com a orientação do União Brasil. “Na verdade, eu sou de um único partido, tenho uma questão da própria fidelidade”, afirmou. Segundo ela, a neutralidade no primeiro turno seguiu uma decisão partidária: “Meu partido, em reunião de executiva, deliberou pela neutralidade no primeiro turno”.
A senadora disse que, no segundo turno, a legenda mudou de posição. “O partido definiu e logo em seguida, inclusive, realizou uma cerimônia pública de definição de apoio a Flávio Bolsonaro”, declarou. Ela reforçou a ligação com a sigla ao dizer: “Eu sou do mesmo partido desde que comecei a lidar com a política”.
Na primeira resposta, que durou cerca de 45 segundos, ela não disse apoiar o candidato do PL em primeira pessoa. “O partido tomou uma decisão, o partido apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro, e eu recebi o apoio de Flávio Bolsonaro”, disse.
“O meu partido e eu”
Diante da resposta, Jocyelma Santana insistiu: “A senhora apoia Flávio agora, ao receber apoio dele?”.
Só então a candidata declarou o apoio. “É, o meu partido e eu apoio Flávio Bolsonaro”, respondeu. Em seguida, começou uma ressalva, “é lógico que, quando eu digo embora…”, mas não terminou o raciocínio. Ela passou a falar da própria trajetória: “As minhas posições sempre foram de conhecimento, porque eu sempre fui do mesmo partido, um partido de centro-direita”.

