Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Crise no Barra da Grota: Greve de fome e detento esfaqueado dentro da unidade

Crise no Barra da Grota: Greve de fome e detento esfaqueado dentro da unidade
Crise no Barra da Grota: Greve de fome e detento esfaqueado dentro da unidade

O presídio Barra da Grota, em Araguaína, enfrenta uma crise interna que levou detentos a iniciarem uma greve de fome e resultou no esfaqueamento de um reeducando. O tumulto foi registrado no Pavilhão A da unidade e a Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju) já se manifestou sobre a situação.

Greve de fome e protesto

De acordo com informações apuradas pelo Portal O Norte, os detentos iniciaram a greve de fome em retaliação à suspensão das visitas na unidade, medida adotada devido à falta de efetivo de policiais penais. A paralisação gerou tensão dentro do presídio, culminando em um episódio de violência.

Durante uma confusão dentro do pavilhão, um dos internos foi esfaqueado e precisou ser socorrido. A vítima foi levada para o Hospital Regional de Araguaína (HRA). A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) confirmou a entrada do detento na unidade hospitalar, mas não divulgou detalhes sobre seu estado de saúde.

Medidas adotadas pela Seciju

Em nota encaminhada ao Portal O Norte, a Secretaria de Cidadania e Justiça confirmou os acontecimentos dentro do Barra da Grota e informou que, na tarde desta terça-feira (18), foi realizada uma audiência entre um representante dos detentos de cada pavilhão e a juíza titular da 3ª Vara Criminal de Araguaína, Gisele Pereira de Assunção Veronezi. O objetivo foi negociar o fim da greve de fome.

Ainda conforme a pasta, durante a noite os presos voltaram a se alimentar normalmente.

A Seciju também confirmou o registro de feridos e destacou que reforçará a segurança da unidade com o envio de policiais penais do Grupo de Operações Especiais (Gope), visando evitar novos confrontos e garantir a estabilidade dentro do presídio.

As autoridades seguem monitorando a situação no Barra da Grota e novas medidas poderão ser adotadas para conter possíveis novos protestos dos internos.