Sábado, 10 de janeiro de 2026
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PF cumpre mandados em operação que mira governador afastado, primeira-dama, filhos e ex-integrantes do governo do Tocantins

Operação Nêmesis apura suposto embaraço às investigações da Fames-19; buscas foram autorizadas pelo STJ e realizadas em Palmas e Santa Tereza do Tocantins

PF cumpre mandados em operação que mira governador afastado, primeira-dama, filhos e ex-integrantes do governo do Tocantins
PF cumpre mandados em operação que mira governador afastado, primeira-dama, filhos e ex-integrantes do governo do Tocantins

A Polícia Federal cumpriu 24 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (12) nas cidades de Palmas e Santa Tereza do Tocantins, em uma nova fase da Operação Fames-19, batizada de Operação Nêmesis. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a PF, a operação investiga o embaraço às apurações sobre o suposto desvio de recursos públicos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. O governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) está entre os alvos, além da primeira-dama Karynne Sotero Campos, dos filhos Rérisson Castro Barbosa e deputado estadual Léo Barbosa, da deputada estadual Cláudia Lelis e dos ex-secretários Thomas Jefferson e coronel Wander Araújo.

A Polícia Federal informou que as investigações apontam indícios de que investigados teriam utilizado cargos e veículos oficiais para retirar ou ocultar documentos de interesse das apurações, o que teria dificultado o andamento das investigações.

As ações da Operação Nêmesis têm como objetivo impedir a destruição e ocultação de provas e ativos, além de reunir novos elementos de investigação que ajudem a esclarecer os fatos e identificar todos os envolvidos.

A assessoria de Wanderlei Barbosa informou que foram apreendidos celulares e que, por enquanto, não haverá manifestação oficial.

A Operação Nêmesis decorre da 2ª fase da Operação Fames-19, que levou ao afastamento do governador por 180 dias e também afastou a primeira-dama Karynne Sotero Campos do cargo de secretária extraordinária de Participações Sociais.

As investigações continuam sob sigilo e tramitam na Corte Especial do STJ.