
A PolÃcia Civil do Tocantins concluiu que uma discussão motivada por dinheiro levou ao assassinato do empresário e ex-candidato a vice-prefeito de AraguaÃna, José Paulo Couto, de 75 anos. A autora confessa do crime, Rejane Mendes da Silva, de 45 anos, mantinha um relacionamento com a vÃtima e foi presa no sábado (12), dois dias após o corpo ser encontrado debaixo de uma ponte na zona norte da cidade.
Segundo a investigação conduzida pela 2ª Divisão Especializada de HomicÃdios e Proteção à Pessoa (DHPP) de AraguaÃna, o crime ocorreu após José Paulo decidir encerrar o relacionamento e reduzir um auxÃlio financeiro mensal que vinha repassando à suspeita. A medida teria gerado um desentendimento entre os dois, culminando no assassinato.
?Foi um crime brutal, com sinais claros de tortura e premeditação. A vÃtima foi amarrada, esfaqueada, sofreu lesões graves e foi morta por estrangulamento?, informou o delegado Adriano Carvalho, responsável pelo caso. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica, além de apontar perfurações por faca, fratura no punho esquerdo e cortes no pescoço.
Ocultação do corpo e tentativa de enganar a polÃcia
Após o assassinato, Rejane contou com a ajuda da irmã, L.M.S, de 43 anos, para ocultar o corpo, segundo apuração da PolÃcia Civil. Ambas enrolaram a vÃtima em panos e carpetes e o deixaram debaixo de uma ponte, na Avenida Frimar, que liga o bairro JK à TO-222.
Para dificultar a investigação, Rejane também tentou despistar o paradeiro do veÃculo da vÃtima, uma picape Renault Oroch branca, pedindo a um conhecido que o levasse até um terreno baldio no setor Dom Orione. Ela teria dito a essa pessoa que havia comprado o carro recentemente e não sabia dirigir. A placa do veÃculo foi adulterada com fita adesiva. Segundo a polÃcia, essa terceira pessoa não sabia do crime.
Prisão e confissão
Rejane foi localizada e detida por equipes da DHPP no sábado (12). Durante depoimento, ela confessou o crime, alegando ter agido após a discussão com a vÃtima. Ela também afirmou que se desfez das joias e do celular de José Paulo após o assassinato.
A Justiça concedeu prisão temporária por 30 dias, com base na gravidade do caso. O celular da suspeita foi apreendido e passará por perÃcia. A irmã dela também é formalmente investigada por participação na ocultação do cadáver.
O inquérito policial será concluÃdo e enviado ao Judiciário dentro do prazo legal.
Caso comoveu a cidade
José Paulo Couto desapareceu no dia 9 de julho. O desaparecimento foi registrado pela famÃlia, que mobilizou buscas nas redes sociais. O corpo foi encontrado no dia seguinte por populares. A rápida resposta da polÃcia, com prisão e confissão da autora em quatro dias, foi elogiada por autoridades.
?O curto perÃodo que a divisão levou para elucidar esse caso é um forte sinal do compromisso da PolÃcia Civil com a segurança da população?, destacou o secretário de Segurança Pública do Tocantins, Bruno Azevedo.

