Domingo, 11 de janeiro de 2026
Destaque

Ataque que feriu criança em Palmas foi vingança por posts em redes sociais, diz polícia

Ataque que feriu criança em Palmas foi vingança por posts em redes sociais, diz polícia
Ataque que feriu criança em Palmas foi vingança por posts em redes sociais, diz polícia

Operação Wrong Shot prendeu quatro suspeitos, incluindo o casal que idealizou o crime. Alvo era o irmão mais velho da menina de 5 anos, que foi baleada na cabeça por engano.

PALMAS ? A Polícia Civil do Tocantins revelou que o atentado que feriu gravemente uma menina de 5 anos em Palmas, em janeiro deste ano, foi motivado por vingança. A Operação Wrong Shot, deflagrada nesta terça-feira, 26, prendeu quatro pessoas suspeitas de envolvimento no crime, que chocou a capital.

Segundo o delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão de Homicídios (DHPP), o alvo dos disparos era o irmão mais velho da criança. A família dele teria feito postagens em redes sociais acusando um casal, agora preso, de um atentado anterior, ocorrido em dezembro de 2024, que teve como vítima o tio da menina.

Revoltados com as acusações online, os suspeitos decidiram se vingar e planejaram o novo ataque.

Os Presos e a Dinâmica do Crime

Foram presos A.M.S., de 34 anos, apontado como o atirador e um dos mandantes; sua companheira, G.S.C., de 32 anos, que também teria idealizado o crime; H.J., de 41 anos, que forneceu a arma; e H.F.D., de 25 anos, que pilotou a motocicleta no dia do atentado.

A investigação apontou que, no dia 6 de janeiro, H.F.D. e A.M.S. passaram de moto em frente à casa da família e atiraram. A menina de 5 anos, que brincava na porta, foi atingida na cabeça. A polícia descobriu que a companheira do atirador, G.S.C., deu cobertura à fuga em um carro, levando seus dois filhos menores de idade no veículo para não levantar suspeitas.

A polícia conseguiu recuperar mensagens apagadas dos celulares dos investigados que comprovam o planejamento do crime. ?Trata-se de um crime de extrema gravidade. O trabalho técnico da Polícia Civil conseguiu comprovar a participação de todos os envolvidos?, afirmou o delegado Eduardo Menezes.