Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
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Justiça mantém presa mulher acusada de matar empresário com requintes de crueldade em Araguaína

Juiz considerou a gravidade do crime e o risco de reincidência; corpo da vítima foi achado sob uma ponte enrolado em panos

Justiça mantém presa mulher acusada de matar empresário com requintes de crueldade em Araguaína
Justiça mantém presa mulher acusada de matar empresário com requintes de crueldade em Araguaína

A Justiça do Tocantins decidiu manter a prisão preventiva de Rejane Mendes da Silva, apontada como autora do assassinato do empresário José Paulo Couto, em Araguaína, norte do Estado. A decisão foi assinada pela 1ª Vara Criminal do município após nova análise obrigatória do caso, que deve ser feita a cada 90 dias conforme o Código de Processo Penal.

Na decisão, o juiz responsável entendeu que ainda estão presentes os motivos que justificaram a prisão ? entre eles, a gravidade do crime, os fortes indícios de autoria e o risco à ordem pública. O magistrado ressaltou que a vítima foi morta com extrema violência, sofrendo tortura e asfixia, além de ter os pertences roubados e o corpo escondido sob uma ponte.

O processo reúne imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e depoimentos de testemunhas, além da confissão das envolvidas. A Justiça também destacou que Rejane é investigada em outro inquérito sobre crimes contra idosos, o que reforçou o entendimento de risco de repetição dos delitos.

Com isso, Rejane seguirá presa enquanto o caso é analisado pelo Tribunal de Justiça do Tocantins.

Entenda o caso

O empresário José Paulo Couto, de 75 anos, desapareceu no dia 9 de julho de 2025. O corpo foi encontrado no dia seguinte (10 de julho) enrolado em panos e jogado sob uma ponte na Avenida Frimar, em Araguaína. O Corpo de Bombeiros foi chamado para fazer a retirada.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que Rejane, que se dizia ex-companheira da vítima, cometeu o crime após uma discussão motivada por dinheiro. Ela alegou que o empresário havia decidido interromper pagamentos que fazia a ela e encerrar o relacionamento.

Em depoimento, a mulher confessou o homicídio e detalhou a sequência dos fatos: contou que imobilizou José Paulo, voltou à cozinha, pegou uma faca e o atacou. O laudo pericial confirmou que a causa da morte foi asfixia por estrangulamento e revelou sinais compatíveis com tortura, como fraturas e cortes profundos.

Depois do crime, Rejane afirmou ter pedido ajuda da irmã, Lindiana Mendes da Silva, de 43 anos, para ocultar o corpo. O Ministério Público denunciou Lindiana por ocultação de cadáver, enquanto Rejane responde por homicídio qualificado.